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Consórcio vencedor dos trens no RJ propõe volta da guarda ferroviária

O Consórcio Nova Via Mobilidade é o novo operador dos trens no Rio de Janeiro e em mais 11 cidades

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reprodução

A recriação da guarda ferroviária — estrutura que existiu nos anos 1970 — deve ser uma das primeiras medidas defendidas pelo novo operador do sistema de trens urbanos do Rio de Janeiro. A proposta foi apresentada pelo Consórcio Nova Via Mobilidade, declarado vencedor do leilão judicial que definiu a concessão do serviço, que atende a capital e outros 11 municípios da Região Metropolitana.

A decisão foi validada nesta quarta-feira pelo juiz Victor Agustin Cunha Diz Torres, da 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, segundo informações do Agenda do Poder. Com o resultado confirmado, o grupo deve assinar contrato com o governo do estado nos próximos dias.

Após a audiência, o vice-presidente de relações institucionais do consórcio, Michel Michalur Filho, afirmou que a segurança será prioridade na nova gestão. Segundo ele, mais de 11 estações operam sob influência do tráfico, e a malha ferroviária passa por áreas próximas a 179 comunidades dominadas por grupos criminosos.

Dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte apontam que, nos dez primeiros meses do ano passado, 682 viagens foram canceladas ou interrompidas por episódios de violência, como tiroteios, furtos de cabos e vandalismo — média de duas ocorrências por dia.

“A segurança é realmente uma prioridade, trabalhando com o governo estadual, o governo municipal, trazendo, inclusive, a guarda ferroviária. Voltar com essa guarda ferroviária que já existiu é uma ação muito importante”, afirmou Michel Michalur Filho. A proposta prevê divisão de custos entre o governo estadual e as prefeituras atendidas pelo sistema.

A malha ferroviária transporta cerca de 300 mil passageiros por dia, distribuídos em cinco ramais e três extensões, somando 270 quilômetros de trilhos e 104 estações.

A previsão é que, em meados de março, tenha início um período de gestão assistida ao lado da SuperVia, atual concessionária. A transição terá duração de 90 dias, ao fim dos quais a empresa deixará a operação.

O grupo português Barraqueiro deve ser subcontratado para operar o sistema. A empresa atua em Portugal, Angola e no Brasil, onde mantém concessões de ônibus nas regiões Norte e Nordeste.