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Copa do Mundo de Clubes: Casas temáticas de Botafogo, Fla e Flu viram vitrine do turismo do Rio de Janeiro

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Espaços temáticos dos times cariocas divulgam o turismo do Estado do Rio de Janeiro / Foto: Casa do Fluminense - Secretaria de Estado de Turismo
A Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025 mal começou, mas as Casas Temáticas montadas por Flamengo, Fluminense e Botafogo já viraram pontos de encontro de torcedores, influenciadores, jornalistas e operadores do setor de turismo nos Estados Unidos. Em locais estratégicos como Icon Park (Orlando), Legends Bar (Nova York) e Venice Beach (Los Angeles), o clima é de celebração e de oportunidade.  
Casa Fla / Sec. Estadual de Turismo / Divulgação
Além da paixão pelo futebol, os espaços têm atraído olhares pelo ineditismo da proposta: unir esporte, turismo e negócios num evento de alcance global. Com ativações do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Turismo (SETUR-RJ), os clubes estão servindo como instrumento para a promoção dos atrativos turísticos das 12 regiões do estado. “É uma chance única de mostrar o Rio além dos cartões-postais tradicionais. Estamos falando com um público qualificado, em um país que ocupa o 3º lugar entre os que mais enviam turistas para o estado. De janeiro a abril de 2025, o número de visitantes norte-americanos no RJ foi de 114.321, um crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado”, explica o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca. A estratégia, que destinou R$ 3 milhões aos três clubes (R$ 1 milhão para cada), vem sendo aplicada de forma planejada e com foco claro: consolidar o Rio de Janeiro como principal destino do Brasil para quem viaja a lazer ou a negócios. A ação inclui material promocional, encontros com o trade internacional e projeção da marca Rio de Janeiro durante toda a competição. “Importante frisar que trata-se de uma ação de promoção internacional do turismo do estado, e não de patrocínio esportivo. Os clubes estão cedendo espaços próprios, e nosso papel é aproveitar esse ambiente para gerar visibilidade para o estado. A presença de três clubes cariocas no torneio é algo inédito no mundo. Nenhuma outra cidade tem esse privilégio”, ressalta Tutuca. A ideia também reforça uma tendência internacional: a de usar o futebol como ferramenta de soft power e desenvolvimento econômico. Exemplo disso são as parcerias entre governos e clubes na Europa e no Oriente Médio, que utilizam o futebol como ferramenta estratégica de promoção turística. Casos como o “Visit Rwanda”, estampado nas camisas do Arsenal e do PSG, a campanha “Visit Saudi” em ações da La Liga e clubes espanhóis, mostram como o esporte pode ser uma vitrine poderosa para atrair visitantes, movimentar a economia e reforçar a imagem de destinos turísticos no cenário global. “O futebol é um dos nossos maiores patrimônios culturais e de projeção internacional. Unir essa força ao turismo é uma estratégia inteligente e essencial. Estamos promovendo o Rio de Janeiro exatamente onde os olhos do mundo estão voltados neste momento”, disse o presidente da TurisRio, Sergio Ricardo de Almeida. A Copa do Mundo de Clubes segue até o fim de julho, com expectativa de público presencial e audiência global na casa das centenas de milhões. Para o Rio de Janeiro, é a chance de mostrar — para o mundo — que além de futebol, tem turismo de qualidade, cultura, gastronomia e hospitalidade. A ação é parte da estratégia contínua de promoção internacional do turismo fluminense nos EUA, iniciada ainda durante a retomada do setor no período pós-pandemia. Desde então, o Governo do Estado vem fortalecendo a presença do Rio em eventos internacionais, feiras, encontros e ativações, ampliando a conexão com o trade norte-americano e desenvolvendo campanhas específicas para o mercado local. Em maio deste ano, o Rio de Janeiro ultrapassou a marca de 1 milhão de turistas internacionais. Em apenas cinco meses, já chegaram ao Rio 1.032.537 visitantes estrangeiros, um crescimento de 52,3% em comparação aos 677.878 registrados no mesmo período do ano passado. Com isso, o estado chegou a 57,3% da meta de 1,8 milhão, prevista para 2025.
Casa do Botafogo / Sec. de Estado de Turismo Divulgação