A combinação entre a Copa do Mundo, as festas juninas, o recesso parlamentar e o calendário eleitoral deve reduzir significativamente o ritmo dos trabalhos no Congresso Nacional nas próximas semanas. Com deputados e senadores divididos entre compromissos em Brasília, viagens às bases e eventos tradicionais de São João, propostas de grande repercussão nacional tendem a ficar para o segundo semestre.
Entre os temas que devem sofrer atraso estão o fim da escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e a regulamentação da Inteligência Artificial.
Na Câmara dos Deputados, o ambiente já é de baixa atividade. As votações remotas adotadas durante o período junino ajudam a manter o funcionamento da Casa, mas costumam dificultar o avanço de matérias mais polêmicas. A Copa do Mundo também contribui para o esvaziamento das sessões, especialmente nos dias de jogos da Seleção Brasileira.
A expectativa é que o ritmo permaneça reduzido até o recesso parlamentar, entre 18 e 31 de julho. Depois disso, a proximidade das eleições deve deslocar o foco dos parlamentares para as convenções partidárias e as articulações políticas nos estados.
Entre os projetos que podem ficar em compasso de espera estão a regulamentação da jornada de trabalho, medidas para reduzir impactos da crise no Oriente Médio sobre os combustíveis e o marco regulatório da Inteligência Artificial.
No Senado, também devem enfrentar demora propostas como a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e a medida provisória que cria o Regime Especial de Tributação para Data Centers (Redata).
Com o avanço do calendário eleitoral, a tendência é que temas de maior impacto político, econômico e social permaneçam em segundo plano, adiando debates considerados prioritários para o segundo semestre.










