Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Saúde
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Mundo
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Destaque
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Rio de Janeiro
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Rio de Janeiro
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Brasil
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
Mundo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Corte em contrato da saúde em Teresópolis leva deputado a cobrar repasse estadual

Júlio Rocha questiona se recursos da Alerj já chegaram ao município após alerta do principal hospital do SUS

Siga-nos no

Reprodução

O deputado estadual Júlio Rocha (Agir) informou que terá um encontro com o presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Guilherme Delaroli (PL), para saber se a cidade de Teresópolis já recebeu parte dos recursos do Programa de Fortalecimento da Saúde dos Municípios Fluminenses. A iniciativa ocorre após a entrega simbólica, em 19 de dezembro, de um cheque de R$ 120 milhões destinado aos municípios do estado.

A preocupação do parlamentar se intensificou após o anúncio da Prefeitura de Teresópolis de reduzir em 40% o valor do contrato vigente com o Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano, principal unidade de atendimento de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde no município. Segundo Rocha, o objetivo é esclarecer se o repasse estadual já foi efetivado e avaliar quais medidas poderão ser adotadas diante do cenário local.

Preocupação com o financiamento

O deputado afirma que está realizando um levantamento dos recursos repassados pela prefeitura ao hospital para entender o impacto da redução contratual. Em suas redes sociais, ele questionou o argumento do governo municipal de que haveria leitos ociosos que justificariam o corte. Para Rocha, a realidade do atendimento contradiz essa avaliação.

“Pessoas morrem diariamente na UPA esperando transferências. Equipes estão sendo cortadas, profissionais não recebem e a dívida com o hospital só cresce. A saúde de Teresópolis pede socorro. Nesse primeiro momento queremos tentar ajudar. Por isso, estamos fazendo esse levantamento e queremos saber se o recurso da Alerj já foi repassado”, afirmou.

Hospital reage à proposta

O Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano reagiu formalmente à proposta de redução do contrato. Em comunicado conjunto com a Fundação Educacional Serra dos Órgãos, mantenedora da unidade, a direção contestou a tese de ociosidade e informou que a taxa de ocupação supera 90% em quase todas as especialidades.

O plano apresentado pela prefeitura prevê a desativação de 43 leitos de internação, reduzindo a capacidade de 150 para 107 vagas, além de um corte de 50% nos exames de média e alta complexidade. Segundo os gestores, já houve início de dispensas de equipes assistenciais.

Em nota, a diretora-geral Rosane Rodrigues Costa afirmou que “não existe ociosidade de leitos que justifique a redução solicitada pela Secretaria de Saúde” e alertou que a desmobilização de profissionais pode gerar um cenário de difícil reversão, mesmo que o município volte atrás futuramente.

Impacto assistencial e dívida

A direção da Feso também estimou que o corte mensal resultará em 126 internações e 76 cirurgias a menos de média complexidade, além da redução de exames essenciais. De acordo com o hospital, deixarão de ser realizados mensalmente mais de 11 mil exames de média complexidade e 225 de alta complexidade.

A unidade ressalta que Teresópolis conta apenas com outra instituição contratada pelo SUS, administrada pela Beneficência Portuguesa, cuja atuação é restrita e não teria condições de absorver a demanda remanescente.

No mesmo documento, o hospital detalhou o histórico de subfinanciamento e informou que a dívida da Prefeitura de Teresópolis com a instituição soma R$ 123,2 milhões, incluindo débitos de gestões anteriores e valores referentes a 2024 e 2025. Apesar do déficit recorrente, a direção afirma que manteve o atendimento até o momento, mas avalia que o novo contrato inviabiliza essa estratégia.

O secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, confirmou a retirada do modelo de pagamento pré-pago e declarou que não haverá prejuízo à população, pois exames e atendimentos ambulatoriais seriam incorporados à rede própria do município. A direção do hospital, porém, aponta risco de precarização e reforça que o atendimento local historicamente já opera sob subfinanciamento.