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Couto diz que vai buscar judicialmente recursos do RioPrevidência

Governador em exercício explicou ainda, razão de tantos cortes na máquina pública

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Foto: Reprodução

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que pretende agir judicialmente para recuperar recursos do RioPrevidência ligados ao Banco Master, que foi liquidado. Em entrevista a Miriam Leitão na Globonews, Couto declarou que não pretende esperar possíveis valores oriundos de negociações envolvendo uma eventual delação premiada do empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o governador interino, já existem medidas em andamento para recompor os recursos do fundo responsável pelo pagamento de aposentados e pensionistas do estado. Couto destacou que, em casos de liquidação bancária, é possível recorrer à Justiça para tentar recuperar parte dos valores investidos.

Desde que assumiu o comando do Palácio Guanabara, em março deste ano, Ricardo Couto afirma ter promovido a exoneração de cerca de 2.700 pessoas ocupantes de cargos comissionados, todos sem vínculo por concurso público. O magistrado justificou a medida dizendo que existe excesso de nomeações na estrutura estadual.

Na entrevista, ele comparou a estrutura administrativa fluminense à de outros estados e afirmou que o Rio de Janeiro possui atualmente 32 secretarias estaduais, enquanto São Paulo opera com 14. De acordo com Couto, a intenção é promover um amplo enxugamento da máquina pública nos próximos meses.

Questionado sobre quanto tempo permanecerá no governo estadual, Ricardo Couto afirmou que não fez consultas ao Supremo Tribunal Federal sobre a duração de sua permanência no cargo. Segundo ele, por ser um homem da Justiça, entende que esse tipo de questionamento não cabe neste momento.

Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Couto assumiu interinamente o governo após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal. Como o estado estava sem vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, encontrava-se afastado por decisão do STF, a Corte determinou que Couto assumisse o Executivo estadual por ser o quarto na linha sucessória.