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CPI das Câmeras vai convocar major citado em relatório sobre a Penha

Oficial é citado em relatório da DRE que embasou ação com 121 mortos

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O presidente da CPI das Câmeras da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Alexandre Knoploch (PL), anunciou que o major da Polícia Militar Ulisses Estevam será convocado para depor à comissão. O oficial é citado em um relatório da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que embasou a megaoperação da última terça-feira (28/10) e resultou em 121 mortes nas comunidades da Penha e do Alemão.

De acordo com o documento, a partir da quebra do sigilo telefônico de Washington César Braga da Silva — conhecido como Grandão e apelidado de “síndico da Penha” —, a polícia teve acesso a mensagens nas quais o major teria pedido ajuda para recuperar um carro roubado. No diálogo, reproduzido no relatório, Ulisses envia a foto de um veículo e escreve: “Preciso recuperar. Carro do 01. Esse eu tenho que resolver”.

A investigação aponta que, após o pedido, Grandão adicionou administradores de um grupo chamado “CPX da Penha” para localizar o automóvel, roubado em 26 de abril do ano passado e recuperado três dias depois.

Ao comentar o caso, o deputado Alexandre Knoploch afirmou que as informações reforçam o que já vem sendo apurado pela CPI: indícios de ligações entre policiais e o crime organizado. “As informações confirmam o que temos apurado: oficiais negociando com o crime, trocando mensagens com facções e intermediando resgates de carros roubados. É o retrato de um sistema doente, que mistura poder, dinheiro e corrupção”, disse o parlamentar.

Knoploch garantiu que o major será ouvido. “Nós não vamos recuar. Esse major, assim como outros já citados, será convocado para depor e explicar detalhadamente como funciona essa engrenagem criminosa. A CPI vai até o fim. Nenhum envolvido será poupado”, afirmou.

Na quinta-feira (30/10), os membros da CPI informaram à Presidência da Alerj a suspensão do prazo de funcionamento entre 27 de outubro e 10 de novembro, a fim de organizar a grande quantidade de documentos já recebidos. A comissão, prorrogada por mais 60 dias, investiga a atuação de associações de proteção veicular e facções criminosas em esquemas de intermediação para devolução de veículos roubados mediante pagamento.