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CREA-RJ aciona Justiça para exigir recuperação de ponte de madeira em Niterói

Conselho aponta risco de colapso, diz que prefeitura ignora alertas desde 2024 e anuncia ação para forçar obras urgentes

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Reprodução

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) anunciou que vai ingressar com uma ação civil pública para exigir que a Prefeitura de Niterói faça reparos urgentes na ponte de madeira que liga a Ilha da Conceição à Ilha do Caju. A estrutura, interditada desde 11 de dezembro, é considerada sob risco de colapso.

O anúncio foi feito pelo presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, durante audiência pública realizada na manhã desta última quinta-feira (22/01), na Inspetoria do Conselho em Niterói. Segundo ele, a medida é consequência da falta de resposta do poder público a sucessivos ofícios enviados pelo Conselho desde 2024, quando começaram as fiscalizações motivadas por denúncias sobre o estado da ponte. “A omissão da prefeitura, que vem ignorando nossos ofícios, infelizmente nos levará a entrar com uma ação civil pública exigindo que o poder público tome providências urgentes para evitar uma tragédia” afirmou o presidente.

De acordo com Fernández, a prefeitura não apresentou projetos de recuperação nem informou responsáveis técnicos pela estrutura. Ele alertou que um eventual colapso, sobretudo durante a passagem de caminhões com combustível, pode provocar uma tragédia ambiental de grandes proporções, além de colocar em risco a população e a economia local.

A audiência lotou o auditório e reuniu conselheiros do CREA-RJ, representantes da sociedade civil, parlamentares e empresários da indústria naval. Segundo Marcelo Vinagre, sócio-diretor da Codepe, cerca de 2.500 pessoas utilizam diariamente a ponte, que impacta diretamente as atividades de aproximadamente 20 empresas. Ele afirmou que a companhia está com as operações paralisadas desde a interdição e criticou a falta de planejamento na decisão da Defesa Civil.

Durante o encontro, o CREA-RJ anunciou a criação de uma equipe especializada na fiscalização de pontes, viadutos, passarelas e túneis em todo o estado. A iniciativa, segundo o Conselho, responde ao aumento de denúncias sobre estruturas em más condições e integra uma nova fase da atuação fiscalizatória do órgão.