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Creche comunitária é furtada duas vezes em menos de 24 horas na Vila Kennedy

Unidade atende 100 crianças em tempo integral e teve televisão, eletrodomésticos, fraldas e materiais de cozinha levados

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A Creche Comunitária Nino, localizada na comunidade da Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, foi alvo de dois furtos em um intervalo de menos de 24 horas. As invasões aconteceram entre a manhã de sábado (31 de outubro) e a noite de sábado, com constatação dos novos danos na madrugada de domingo (1º de novembro). Os criminosos levaram equipamentos, alimentos e materiais utilizados no atendimento às crianças.

Entre os objetos furtados estão uma televisão, um micro-ondas, um liquidificador industrial, panelas, utensílios de cozinha, fraldas e pomadas. Os invasores também levaram materiais que seriam utilizados na formatura dos alunos e danificaram paredes e dependências da instituição.

A primeira invasão aconteceu na sala do Maternal 2, que teve a porta arrombada. Depois do furto, os funcionários tentaram reforçar a segurança do imóvel, mas a medida não impediu uma nova entrada dos criminosos. Na segunda ocorrência, o berçário foi arrombado e outros materiais utilizados nos cuidados com os bebês foram levados.

A diretora da creche, Joice Aparecida Moreira Moriggi, relatou que os episódios provocaram indignação entre funcionários e moradores e comprometeram a rotina de atendimento.

A instituição funciona há 39 anos na comunidade e atende diariamente cerca de 100 crianças, de 2 a 3 anos, em período integral.

“Todos os meses lutamos para manter nossas portas abertas. A nossa creche atende há 39 anos a nossa comunidade. Atende 100 crianças diariamente em tempo integral. E, com toda a nossa luta, nos deparamos na manhã de sábado com o primeiro roubo”, afirmou a diretora, em entrevista à Agenda do Poder.

Instituição depende de doações

A Creche Comunitária Nino recebe recursos por meio de um convênio com a Prefeitura do Rio, mas, segundo a direção, o repasse não é suficiente para cobrir todas as despesas da instituição. Por isso, a unidade também depende de doações para manter o funcionamento.

Após os furtos, a creche iniciou uma mobilização para arrecadar equipamentos e materiais e tentar repor os itens levados. A direção relata preocupação com a falta de utensílios essenciais para preparar as refeições e garantir os cuidados diários com as crianças.

“Somos uma creche comunitária. Vivemos de doações e chegar e não ter as coisas, e não termos como comprar, está me corroendo nesta manhã. Ver as nossas 100 crianças com ausência de suas coisas”, lamentou Joice.

O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu). Em nota, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias dos furtos e identificar os responsáveis.

A creche está recebendo doações para recompor o patrimônio e manter o atendimento às crianças.