O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições deste ano, deve ser adiado para depois do pleito de outubro.
O tema foi citado durante um jantar que reuniu Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas, segundo participantes, houve consenso de que não há ambiente político para discutir uma mudança dessa dimensão em pleno período eleitoral.
O encontro, realizado na residência do ministro Alexandre de Moraes, em Brasília, foi articulado por Moraes e pelo ministro Cristiano Zanin. O principal objetivo foi promover a reaproximação entre Lula e Alcolumbre, que estavam sem diálogo desde que o Senado rejeitou a indicação do então advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.
De acordo com relatos, o jantar teve clima cordial e foi marcado pelo esforço de reconstruir a interlocução entre o Palácio do Planalto e o Senado. A rejeição da indicação de Messias, no entanto, não foi discutida durante a reunião.
Embora o fim da escala 6×1 seja uma das pautas defendidas pelo governo, a proposta foi tratada apenas de forma superficial. A avaliação dos participantes é que mudanças na jornada de trabalho exigirão ampla negociação entre governo, Congresso, empresários e trabalhadores, o que deve ocorrer somente após as eleições.








