Na tarde desta segunda-feira (5), o subsecretário da Defesa Civil do munícipio, Rodrigo Gonçalves da Silva, confirmou que o órgão vai interditar algumas partes do Shopping Tijuca por causa incêndio que aconteceu na sexta-feira (2) e deixou dois funcionários mortos.
Em entrevista à Band no final da tarde, o subsecretário confirmou que a Defesa Civil do município vai pedir a interdição total do subsolo. Além disso, parte do piso térreo do Shopping Tijuca também será interditado a partir do acesso da Avenida Maracanã, em um espaço que abrange 14 lojas.
Imagens registradas nas proximidades do acesso da Avenida Maracanã para o centro comercial mostram que o piso apresenta deformações no local. A Defesa Civil do munícipio ainda não realizou uma vistoria técnica para apontar os danos causados pelo calor provocado pelo incêndio, mas já antecipou que interdições serão solicitadas.
O fogo aconteceu na loja de decoração Bell’art, que fica localizada no subsolo do Shopping Tijuca. Segundo relato de testemunhas, o fogo começou em um aparelho de ar condicionado. As chamas foram controladas, mas a fumaça e o calor se tornaram o principal problema no espaço, que é pouco arejado.
Trabalho dos Bombeiros segue no Shopping Tijuca
O Corpo de Bombeiros trabalha no Shopping Tijuca há três dias. O incêndio foi controlado na sexta-feira (2) mas há focos de calor no local que podem gerar novas ignições. Por isso, os militares seguem no local para diminuir a temperatura do ambiente. Agentes da corporação fizeram buracos em algumas paredes para melhorar a ventilação no local onde muita fumaça ainda pode ser observada.
Por estar no subsolo, a fumaça provocada pelo fogo tem dificuldades para deixar o local e dificulta o trabalho dos bombeiros.
“Um trabalho difícil, um trabalho muito complexo, considerando que as chamas estavam no mezanino do subsolo, uma área de difícil acesso. Prosseguimos com os trabalhos, acreditamos que vamos atuar ainda por alguns dias. No momento estamos fazendo o que chamamos de rescaldo. Basicamente, estamos realizando a extração da fumaça e o resfriamento do local. No momento temos cerca de 50 militares atuando aqui”, explicou o Coronel Tarciso Antonio de Salles Junior, comandante-geral do Corpo de Bombeiros.






