O segundo dia de julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, terminou na madrugada desta quarta-feira (27/05) com o depoimento da delegada Ana Carolina Lemos Medeiros Caldas. A policial, que atuou nas investigações da 16ª DP, afirmou que Monique tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho e não tomou medidas para protegê-lo.
Segundo a delegada, as investigações identificaram contradições e mentiras nos depoimentos do casal, além de um alinhamento de versões para tentar encobrir o crime. O entendimento reforça o depoimento dado anteriormente pelo delegado Henrique Damasceno, responsável pelo início das investigações do caso.
Durante a audiência, Ana Carolina também relembrou relatos de relacionamentos abusivos envolvendo Jairinho e episódios de agressões contra crianças em relações anteriores. Um dos casos citados foi o de uma ex-companheira cuja filha pequena demonstrava medo e rejeição ao ex-vereador.
A delegada ainda afirmou que Jairinho tentou impedir que o corpo de Henry fosse encaminhado ao Instituto Médico-Legal logo após a morte da criança, buscando liberar o corpo diretamente do hospital.
O julgamento também foi marcado por debates entre defesa e Ministério Público sobre questões pessoais relacionadas a Monique Medeiros. Para esta quarta-feira, estão previstos depoimentos de peritos, médicos e especialistas que participaram da investigação e do atendimento à criança.
Em depoimento anterior, Henrique Damasceno afirmou que mensagens encontradas no celular da babá de Henry foram fundamentais para desmontar a versão apresentada pelos acusados e revelar indícios de agressões anteriores dentro do apartamento onde a criança vivia.










