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Deolane Bezerra abriu 35 empresas no mesmo endereço para ocultar dinheiro

O endereço citado fica em uma residência em Martinópolis, no interior de São Paulo.

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reprodução redes sociais

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa nesta quinta-feira (21/05) durante operação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, teria aberto 35 empresas no mesmo endereço, segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

De acordo com o promotor, as empresas seriam utilizadas para ocultação de patrimônio e para dificultar o rastreamento financeiro pelas autoridades. O endereço citado fica em uma residência em Martinópolis, no interior de São Paulo.

As investigações apontam ainda que outras duas empresas teriam sido registradas por meio de um contador em Santa Anastácia, além de companhias abertas em endereços considerados fictícios, incluindo um em Ribeirão Preto.

Ao comentar o caso, Gakiya criticou o que chamou de “pejotização do crime organizado”.  “Eles criam empresas para gerar várias camadas e permitir uma ocultação patrimonial e uma lavagem de dinheiro mais sofisticada, dificultando o trabalho das autoridades para alcançar esses recursos”, afirmou.

Deolane foi presa em sua residência em Alphaville, na Grande São Paulo. Durante a operação, ao menos quatro carros de luxo foram apreendidos.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, análises financeiras identificaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada da influenciadora, além de depósitos suspeitos realizados entre 2018 e 2021.

Os investigadores afirmam que dezenas de transferências fracionada, método frequentemente associado à tentativa de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro foram feitas para contas ligadas à advogada. O total movimentado teria chegado a aproximadamente R$ 700 mil.

Parte dos valores, segundo a investigação, teria sido enviada por um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como “laranja” no esqu3m4.

Ainda conforme o Ministério Público, os recursos recebidos não teriam sido declarados oficialmente. Por decisão da Justiça, cerca de R$ 27 milhões vinculados à influenciadora foram bloqueados.