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Deolane e Marcola são indiciados em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

Polícia Civil aponta elo entre influenciadora e operador financeiro da facção; relatório pede bloqueio de bens e apreensão de joias

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo concluiu nesta sexta-feira (29/05) o relatório final da Operação Vérnix e indiciou a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, o chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de outros cinco investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, Deolane teria recebido recursos de uma transportadora apontada pelos investigadores como empresa de fachada usada pelo PCC para movimentação de valores ilícitos e ocultação de patrimônio. O relatório sustenta que documentos e materiais apreendidos durante a operação reforçaram os indícios de participação dos envolvidos no esquema financeiro da facção.

Deolane foi presa no último dia 21 de maio em um condomínio de luxo em Alphaville, na Grande São Paulo. O inquérito foi encaminhado à Justiça com pedidos de bloqueio de bens, apreensão de veículos, custódia judicial de joias e compartilhamento das informações com a Polícia Federal por suspeitas de crimes tributários.

As investigações apontam que a influenciadora passou a ser monitorada após a polícia identificar ligações com Everton de Souza, conhecido como “Player” ou “Temer”, apontado como operador financeiro da cúpula do PCC. De acordo com os investigadores, ele administrava bens e articulava repasses para Marcola e para o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

O relatório cita transferências que totalizam R$ 24,5 mil feitas entre agosto e outubro de 2020 para contas ligadas a Deolane. A defesa afirma que os valores correspondem a honorários advocatícios.

A polícia também identificou mais de R$ 1 milhão em depósitos em espécie nas contas da advogada entre 2018 e 2021 sem origem comprovada, segundo o inquérito. Os advogados da influenciadora alegam que a movimentação financeira é compatível com sua atividade profissional.

A apuração começou em 2019, após a apreensão de bilhetes com presos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. Os manuscritos descreviam a estrutura do PCC e mencionavam uma “mulher da transportadora”, o que levou os investigadores à empresa apontada como braço financeiro da facção.

Em 2021, a Operação Lado a Lado aprofundou as investigações e identificou indícios de repasses financeiros para Deolane e conexões da influenciadora com integrantes do esquema investigado.