A taxa de desemprego no Brasil voltou a cair e chegou a 5,1%, o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (30/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, confirma a manutenção de um mercado de trabalho aquecido, mesmo em um cenário de juros elevados, e veio em linha com as expectativas do mercado.
Com esse desempenho, a taxa média anual de desocupação fechou 2025 em 5,6%, novo recorde histórico. No ano anterior, em 2024, o indicador havia encerrado em 6,6%, o que já representava o menor nível até então.
Ocupação bate recorde histórico
O avanço do emprego foi determinante para o resultado. No trimestre encerrado em dezembro, o número de pessoas ocupadas alcançou 103 milhões, superando o recorde de 101,3 milhões registrado em 2024. Ao mesmo tempo, cerca de 5,5 milhões de brasileiros permaneciam em busca de trabalho.
O crescimento da ocupação ocorreu sem aumento da pressão no mercado, segundo o IBGE, o que reforça a leitura de melhora consistente das condições de emprego no país.
“Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, destacou a coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beringuy.
Serviços puxam criação de vagas
De acordo com o levantamento, o setor de serviços teve papel central na geração de empregos ao longo de 2025. A expansão dessas atividades ajudou a absorver trabalhadores e a reduzir de forma contínua o número de desocupados, contribuindo para que a taxa atingisse o menor nível da série.
O desempenho reforça a avaliação de analistas de que a economia brasileira manteve capacidade de gerar postos de trabalho mesmo diante de um ambiente financeiro mais restritivo.
Renda média permanece elevada
Outro dado positivo divulgado pelo IBGE foi o da renda média da população ocupada. O rendimento habitual ficou em R$ 3.560, praticamente estável em relação ao trimestre encerrado em novembro, quando havia sido de R$ 3.574.
Na comparação anual, no entanto, o indicador alcançou novo recorde. Em 2024, a renda média era de R$ 3.368, o que mostra um avanço real dos rendimentos ao longo de 2025, acompanhando a melhora do mercado de trabalho.






