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Desemprego cai para 5,2% e atinge menor nível desde 2012

Taxa vem abaixo do esperado pelo mercado, segundo dados do IBGE

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Reprodução

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo IBGE. O resultado representa uma queda em relação aos 5,6% registrados no trimestre encerrado em agosto, utilizado como base de comparação, e renova a mínima histórica da série iniciada em 2012.

O indicador já havia mostrado recuo no trimestre encerrado em outubro, quando atingiu 5,4%. O IBGE, no entanto, evita comparações diretas entre períodos com meses coincidentes, como os trimestres finalizados em outubro e novembro, por questões metodológicas.

Ainda assim, o dado veio melhor do que o esperado pelo mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam uma taxa de 5,4% para o período encerrado no mês passado.

Dados da Pnad Contínua

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, principal instrumento de acompanhamento do mercado de trabalho no país. O levantamento abrange tanto o emprego formal quanto o informal e considera uma ampla amostra nacional.

De acordo com o IBGE, a pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, em ciclos trimestrais. Aproximadamente 2 mil entrevistadores participam da coleta de dados, que permite acompanhar com regularidade a evolução do emprego, do desemprego e da renda.

Recuperação do mercado de trabalho

Os indicadores de emprego e renda vêm apresentando trajetória de recuperação nos últimos anos. Para analistas, o movimento é resultado de uma combinação de fatores, entre eles o desempenho aquecido da economia, impulsionado por medidas de estímulo adotadas pelo governo federal.

Mudanças demográficas, como a redução do crescimento da população em idade ativa, e os impactos da tecnologia na criação e na transformação de vagas também ajudam a explicar a manutenção do desemprego em níveis historicamente baixos.

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que a melhora do mercado de trabalho não elimina problemas estruturais. A informalidade segue elevada e ainda há um contingente expressivo de trabalhadores em ocupações consideradas mais precarizadas, com menor proteção social e renda instável.

O que é desemprego e como a taxa é calculada

Segundo o IBGE, o desemprego se refere às pessoas de 14 anos ou mais que não estão trabalhando, mas estão disponíveis para assumir uma vaga e efetivamente procuram emprego. Não basta estar sem trabalho para ser considerado desempregado; é necessário também buscar uma ocupação.

A taxa de desemprego corresponde à porcentagem da força de trabalho formada por pessoas nessa condição. A força de trabalho inclui tanto os desempregados quanto os ocupados. Estes últimos englobam quem trabalha de forma formal ou informal, com ou sem carteira assinada ou CNPJ.

Impactos na economia e nos preços

O desemprego baixo é geralmente interpretado como um sinal positivo para os trabalhadores, pois indica maior oferta de vagas e mais pessoas com renda. Com mais gente empregada, o consumo tende a crescer, impulsionando a atividade econômica.

Por outro lado, esse movimento pode gerar pressões inflacionárias, já que o aumento da demanda por bens e serviços tende a elevar os preços. Esse é um dos fatores observados pelo Banco Central, que recentemente elevou a taxa básica de juros para 15% ao ano. A medida busca esfriar o consumo e conter a inflação.

Assim, o novo patamar histórico do desemprego reforça o momento positivo do mercado de trabalho, mas também amplia o desafio das autoridades econômicas de equilibrar crescimento, inflação e qualidade das ocupações geradas.