A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No período anterior, encerrado em novembro de 2025, o índice era de 5,2%.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o país tem atualmente cerca de 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho. Apesar da alta no desemprego, o levantamento aponta estabilidade em diversos indicadores do mercado de trabalho.
A população desalentada — formada por pessoas que desistiram de procurar emprego — permaneceu estável em 2,7 milhões no período analisado.
No recorte da ocupação, a taxa de informalidade recuou levemente, passando de 37,7% para 37,5% da população ocupada. Já o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo domésticos, ficou em 39,2 milhões, sem variação relevante em relação ao trimestre anterior.
Por outro lado, o contingente de empregados sem carteira assinada diminuiu em 342 mil pessoas, totalizando 13,3 milhões. O número de trabalhadores por conta própria também se manteve estável, em 26,1 milhões.
A pesquisa indica ainda que a taxa de subutilização da força de trabalho avançou de 13,5% para 14,1%. O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas permaneceu em 4,4 milhões.
Segundo o IBGE, na comparação com o trimestre anterior, não houve crescimento da população ocupada em nenhum dos setores de atividade econômica.






