O programa Desenrola 2.0 já movimentou R$ 44,7 bilhões em crédito renegociado em menos de três meses de funcionamento, segundo dados do Ministério da Fazenda. O resultado mostra um ritmo mais rápido do que a primeira edição do programa, lançada em 2023.
O valor representa mais de 80% dos R$ 53 bilhões renegociados na primeira versão do Desenrola, que ficou em vigor por 10 meses. Apesar do grande volume de acordos, os indicadores de endividamento mostram que a melhora na vida financeira das famílias ainda não apareceu de forma significativa.
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), em junho, 81,6% das famílias brasileiras tinham algum tipo de dívida. O levantamento também aponta que quase 30% dos consumidores estavam com contas atrasadas.
Outro dado de alerta vem do Serasa, que registrou 83,7 milhões de brasileiros negativados no mês passado, o maior número já registrado pela série histórica.
O cartão de crédito continua sendo o principal motivo de endividamento, citado por 84,7% dos consumidores, seguido por carnês de lojas e crédito pessoal. Segundo o Serasa, bancos e cartões concentram mais de um quarto das dívidas dos brasileiros.
Lançado em maio, o Desenrola 2.0 oferece descontos, prazos maiores e condições facilitadas para o pagamento de débitos. A nova versão também passou a incluir micro, pequenas e médias empresas, além de consumidores pessoas físicas.
Mesmo com o alto número de renegociações, os dados indicam que a recuperação financeira das famílias ainda depende de um período maior para refletir na redução da inadimplência.








