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Desenrola para adimplentes será anunciado semana que vem, diz secretário

Iniciativa terá como público prioritário os trabalhadores informais

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Foto: Reprodução

O governo federal deve lançar até a próxima semana uma nova etapa do programa Desenrola, voltada para pessoas que mantêm suas contas em dia, mas enfrentam dificuldades com dívidas bancárias de alto custo. A iniciativa, que deverá ser chamada de “Desenrola Adimplentes” ou “Desenrola para Adimplentes”, terá como público prioritário os trabalhadores informais.

A informação foi antecipada nesta quinta-feira (10) pelo secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena. Segundo ele, a proposta é oferecer uma alternativa para quem ainda consegue honrar seus compromissos financeiros, mas corre o risco de se tornar inadimplente devido aos juros elevados.

A nova modalidade utilizará recursos remanescentes do Fundo Garantidor de Operações (FGO), originalmente destinados à fase anterior do Desenrola, voltada para pessoas com dívidas em atraso. A garantia do fundo permitirá que os bancos ofereçam condições mais favoráveis, possibilitando a substituição de dívidas mais caras — como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais — por linhas de crédito com juros menores. O percentual máximo de juros e o teto a ser praticado pelas instituições financeiras ainda não foram divulgados.

Assim como ocorre com os inadimplentes, a renegociação deverá ser realizada diretamente pelos canais oficiais dos bancos participantes.

O foco principal da nova fase será atender trabalhadores informais, que costumam ter mais dificuldade para acessar linhas de crédito mais baratas por não possuírem comprovação formal de renda. A avaliação do Ministério da Fazenda é que, ao ingressarem no sistema financeiro com respaldo das garantias oficiais, essas pessoas poderão construir um histórico de crédito e ampliar o acesso a outros serviços no futuro.

Além disso, o governo estuda criar uma linha de crédito específica para esse público.

A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, também defendeu a medida, destacando que ela funciona como um incentivo à adimplência e ajuda famílias que sofrem com o elevado custo dos empréstimos.

Integrantes da equipe econômica avaliam ainda que o alto comprometimento da renda com dívidas é um dos fatores que ajudam a explicar por que indicadores positivos da economia, como a queda do desemprego e o aumento da renda, ainda não se refletem em uma melhora mais significativa da percepção da população sobre o cenário econômico.