Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Defesa Civil mantém interdição em galpão atingido por incêndio em Ramos
Rio de Janeiro
Defesa Civil mantém interdição em galpão atingido por incêndio em Ramos
Agência afirma que novo líder supremo do Irã foi ferido no conflito
Mundo
Agência afirma que novo líder supremo do Irã foi ferido no conflito
PUC-Rio recebe edição do Sebo Solidário CELPI com venda beneficente de livros
Cultura
PUC-Rio recebe edição do Sebo Solidário CELPI com venda beneficente de livros
Vereador é preso em operação contra lavagem de dinheiro do tráfico
Rio de Janeiro
Vereador é preso em operação contra lavagem de dinheiro do tráfico
PF deflagra Operação Anomalia III no Rio de Janeiro e Região Metropolitana
Estado
PF deflagra Operação Anomalia III no Rio de Janeiro e Região Metropolitana
Câmara e Senado aprovam medidas contra violência doméstica e proteção às mulheres
Brasil
Câmara e Senado aprovam medidas contra violência doméstica e proteção às mulheres
Estátua que retrata Trump e Epstein abraçados é instalada em Washington e viraliza
Mundo
Estátua que retrata Trump e Epstein abraçados é instalada em Washington e viraliza

Desfecho de julgamento sobre porte de maconha é adiado após Toffoli abrir divergência

Siga-nos no

Foto: Reprodução
O Supremo Tribunal Federal (STF) segue a um voto de reconhecer que o porte de maconha para consumo próprio não é crime. Os ministros também debatem critérios objetivos para diferenciar usuários e traficantes. O julgamento será retomado na próxima terça (02/07).
A Lei de Drogas não pune o porte com pena de prisão. Por isso, cinco ministros consideram que esse não é um delito criminal, mas um ilícito administrativo. Votaram a favor da descriminalização os ministros Gilmar Mendes, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes.
Até o momento, prevalece posição de que a dependência é um problema de saúde pública e que os usuários não devem ser tratados como criminosos.
A pena para os usuários deve permanecer a mesma prevista na legislação – advertência sobre os efeitos das drogas e participação em programas ou cursos educativos. Os ministros ainda vão decidir se mantém ou não a prestação de serviços comunitários.
O ministro Dias Toffoli foi o único a se manifestar nesta quinta-feira (20) e abriu uma divergência parcial. O voto foi para manter a legislação como está, com a ressalva de que, na avaliação dele, ela já não criminaliza o usuário.
Critérios para diferenciar usuários de traficantes
A segunda etapa do julgamento gira em torno da quantidade de droga que deve ser usada como parâmetro para distinguir o consumidor do traficante. As propostas apresentadas até o momento vão de 25 a 60 gramas. Uma terceira corrente no STF defende a abertura de prazo para o Congresso e o Executivo estabelecerem um limite.
Esse é um ponto central porque, na avaliação dos ministros, vai ajudar a uniformizar sentenças e a evitar abordagens preconceituosas. Estudos citados no plenário mostram que negros são condenados como traficantes com quantidades menores do que brancos. O grau de escolaridade também gera distorções nas condenações – a tolerância é maior com os mais escolarizados.
“A quantidade vem sendo utilizada, lamentavelmente, como uma forma de discriminação social”, criticou Alexandre de Moraes.