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Dinheiro esquecido não resgatado será usado para abater dívidas das famílias

Balanço do BC aponta que R$ 10,5 bilhões estão esquecidos em bancos.

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Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

As instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir a um fundo público os recursos esquecidos pelos correntistas em suas contas.

A determinação consta em portaria publicada na última semana pelo governo para regulamentar o Desenrola 2.0.

Balanço divulgado no mês passado pelo Banco Central mostra que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,55 bilhões em “recursos esquecidos” por 47 milhões de clientes. Deste total:

R$ 8,15 bilhões são recursos de 47 milhões de pessoas físicas;
R$ 2,4 bilhões são valores de 5,06 milhões de empresas.

No começo deste mês, o governo informou que vai usar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.

Esse dinheiro irá para um fundo público, o FGO, para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

“Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]”, informou o governo.

O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, “passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas”.