Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
STF anula decisão que obrigava Prefeitura do Rio a gerir obras e contratações no Hospital Jesus
Rio de Janeiro
STF anula decisão que obrigava Prefeitura do Rio a gerir obras e contratações no Hospital Jesus
Novos ônibus do Rio aumentam número de passageiros na Zona Oeste
Rio de Janeiro
Novos ônibus do Rio aumentam número de passageiros na Zona Oeste
Mulher é presa por injúria racial contra funcionário de supermercado na Barra
Rio de Janeiro
Mulher é presa por injúria racial contra funcionário de supermercado na Barra
Romário devolve R$ 29 mil ao Senado após atuar como comentarista na Copa
Brasil
Romário devolve R$ 29 mil ao Senado após atuar como comentarista na Copa
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, mas quase metade dos eleitores ainda está indecisa
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, mas quase metade dos eleitores ainda está indecisa
Morre aos 80 anos Tim Curry, eterno Pennywise de ‘It’ e estrela de ‘Rocky Horror’
Famosos
Morre aos 80 anos Tim Curry, eterno Pennywise de ‘It’ e estrela de ‘Rocky Horror’
Polícia Civil ouve chefe de segurança clandestina por morte em Copacabana
Rio de Janeiro
Polícia Civil ouve chefe de segurança clandestina por morte em Copacabana
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Disputa entre traficantes rivais deixa mais de 10 mortos em menos de 20 dias em Duque de Caxias

O ataque seria uma resposta aos homicídios cometidos na comunidade do Pantanal, que é controlada por uma facção rival.

Siga-nos no

reprodução

Uma disputa de traficantes rivais pelo controle territorial de comunidades em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, deixou mais de 10 mortos desde o início de agosto. Entre eles está um morador que voltava da igreja com o filho.

Neste mês, a primeira morte na comunidade do Pantanal foi registrada no dia 8 de agosto e, desde então, já foram 11 homens mortos, conforme apontam as investigações. A principal suspeita é de que esses 11 eram integrantes do tráfico de drogas.

Mas, moradores têm ficado no fogo cruzado da disputa pelo tráfico. No dia 17 de agosto, um homem morreu depois de ser atingido por um tiro na cabeça enquanto voltava com o filho da igreja na região.

Ele não foi o único morador vítima da violência dos últimos meses: em julho, uma idosa foi baleada nas costas na Rua Venâncio Adres, na Vila Leopoldina, perto da região alvo dos criminosos.

Segundo as investigações, a maior parte dos mortos são homens ligados ao tráfico de drogas do bairro Pantanal, que é controlado pelo Terceiro Comando Puro.

Granadas foram lançadas por drone na comunidade do Corte Oito neste domingo (23). Testemunhas dizem que foi uma represália pelas mortes do lado rival.

A comunidade do Corte Oito é controlada por Jonatha Hyrval Cassiano da Silva, conhecido como Bochecha Rosa. O traficante foi filmado por uma equipe do Fantástico portando uma “bazuca anti-drone” no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, local apontado como QG do Comando Vermelho. Jonatha é investigado por roubo, homicídio, associação para o tráfico e organização criminosa. Atualmente ele está foragido.

Sete ataques do Comando Vermelho no Pantanal geraram o saldo de 10 bandidos mortos. Uma décima primeira vítima teria sido morta pelos próprios aliados, executado no chamado tribunal do tráfico pela acusação de ter passado informações para o lado inimigo.

Segundo a prefeitura de Caxias, quatro escolas públicas foram impactadas pelos conflitos ou operações. Nesse período, uma creche precisou acionar o protocolo de segurança em três dias diferentes, e pelo menos duas escolas em dois dias cada.

A unidade de saúde do Pantanal precisou fechar as portas no dia 18 de agosto e suspender as atividades externas em três dias no período de sete dias.

Procurada, a Polícia Militar disse que o 15º BPM (Duque de Caxias) segue intensificando o policiamento ostensivo com equipes a pé, em viaturas e motopatrulhas, de forma dinâmica, permanentemente atualizadas de acordo com a movimentação da mancha criminal.

Em nota, a corporação disse que “as operações policiais são planejadas e executadas com base em critérios técnicos, estratégicos e de inteligência, considerando indicadores criminais, análises de risco, demandas operacionais e a necessidade de preservação da ordem pública em cada região do estado.”

Já a Polícia Civil disse que “os casos são investigados pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Em cada ocorrência, os agentes apuram todas as linhas de investigação e realizam diligências de campo, análise de imagens, levantamento de informações e outras ações de inteligência para esclarecer a dinâmica dos crimes e identificar os autores.”

Em relação à atuação de organizações criminosas na região, a Polícia Civil ressalta que a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) e as demais unidades da região realizam diariamente ações de inteligência, prisões e ações para combater o tráfico de drogas e reprimir a atuação das facções criminosas.

*com informações do G1