A crise em torno da CPI do INSS ganhou novos capítulos nesta quinta-feira (26). O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, anunciou que pedirá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a anulação da sessão que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Randolfe, houve erro na contagem de votos na deliberação simbólica. Governistas afirmam que 14 parlamentares estavam de pé contra o requerimento, enquanto o presidente da comissão, Carlos Viana, contabilizou apenas sete e declarou aprovado o pacote com mais de 80 requerimentos, incluindo quebras de sigilo e pedidos de convocação.
A CPI investiga descontos irregulares em benefícios do INSS e apura a atuação de entidades suspeitas e operadores ligados ao crédito consignado. O requerimento sustenta que Fábio Luís pode ter atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Paralelamente, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, já havia autorizado, sob sigilo, a quebra dos dados bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luís, a pedido da Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto.
O episódio intensifica o embate político entre governo e oposição no Congresso.






