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Dívidas deixadas pela SuperVia podem comprometer serviços da nova concessionária TrensRJ

O maior passivo é de R$ 1,9 bilhão junto ao BNDES, referente a financiamentos.

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reprodução

A dívida deixada pela SuperVia após o fim da concessão pode afetar a operação da TrensRJ, empresa que assumiu o sistema ferroviário do Rio no fim de maio. A nova concessionária alertou o governo do estado que a inadimplência da antiga operadora pode provocar a interrupção de serviços terceirizados e comprometer a regularidade e a qualidade do transporte oferecido aos passageiros.

Segundo levantamento publicado pelo jornal O Globo, apenas os débitos referentes ao mês de maio somam cerca de R$ 15 milhões. O valor total da dívida ainda é desconhecido. O maior passivo é de R$ 1,9 bilhão junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), referente a financiamentos.

Entre os credores estão empresas responsáveis pela manutenção de vagões, fabricação de peças, sinalização, bilhetagem eletrônica, segurança e outros serviços essenciais à operação. A falta de pagamento já começa a refletir no sistema: escadas rolantes estão paradas nas estações Méier e Madureira, e um equipamento da estação Maracanã está sem funcionar há cerca de duas semanas por falta de peça de reposição.

Como a SuperVia está em recuperação judicial, as cobranças continuam sendo direcionadas à antiga concessionária. Pelo contrato, a TrensRJ não responde pelas dívidas herdadas, mas encaminhou um comunicado à Secretaria Estadual de Transportes e à Procuradoria-Geral do Estado alertando para o risco de descontinuidade dos serviços caso os fornecedores suspendam as atividades.

A TrensRJ assumiu a operação em 29 de maio e administra uma malha de 270 quilômetros, com 104 estações em 12 municípios da Região Metropolitana, transportando cerca de 300 mil passageiros por dia.

Procurada, a empresa confirmou o envio do comunicado e informou que busca alternativas junto aos fornecedores para reduzir possíveis impactos aos usuários. Já a Secretaria Estadual de Transportes afirmou que a Procuradoria-Geral do Estado acompanhará a questão no processo de recuperação judicial da SuperVia e reforçou que as dívidas da antiga concessionária não são de responsabilidade do governo estadual nem da nova operadora.