O surto de ebola na República Democrática do Congo já deixou mais de 500 mortos e acumula mais de 1,5 mil casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde do país. Os dados foram divulgados neste domingo (05/07) e mostram a gravidade da doença, que continua avançando apesar das tentativas de contenção.
Desde a confirmação do surto, em 15 de maio, foram registrados 1.561 casos e 506 mortes. As autoridades afirmam que o ritmo de transmissão ainda é superior às ações de controle.
Ao mesmo tempo, profissionais da saúde que atuam na província de Ituri, epicentro da crise, ameaçam entrar em greve. Eles cobram pagamento de benefícios atrasados, melhores salários e condições mais seguras de trabalho.
As equipes afirmam que trabalham com falta de insumos, pouca estrutura e sob pressão constante. Também relatam desconfiança da população e dificuldades no atendimento diário.
O aviso de paralisação foi enviado ao governo e prevê greve em 24 horas caso não haja resposta às reivindicações. A possível interrupção preocupa autoridades, já que pode afetar diretamente o combate ao surto em áreas mais atingidas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o primeiro mês deste surto como o mais grave já registrado. O país ainda enfrenta dificuldades por não ter vacina ou tratamento específico aprovado para o vírus responsável pela atual onda da doença.










