Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Entretenimento
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Estado
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Brasil
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Política
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
Rio de Janeiro
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Eduardo Paes pede desculpas ao “povo de axé” após polêmica e anuncia estátua para Tata Tancredo

Prefeito reconhece críticas de fiéis e promete diálogo com lideranças religiosas

Siga-nos no

Reprodução

O prefeito Eduardo Paes (PSD) usou as redes sociais, nesta sexta-feira (02), para pedir desculpas depois da reação de praticantes de religiões de matriz africana. A polêmica começou após uma postagem em que ele classificou como preconceituoso um artigo do babalawô Ivanir dos Santos, publicado em O Globo.

Na retratação, Paes disse que mantém o que chamou de compromisso com o “povo de axé” e que seguirá defendendo essas tradições. “Quero reafirmar, de forma muito clara, meu compromisso com o povo de axé e com as religiões de matriz africana”, escreveu Eduardo Paes.

Ele também voltou ao ponto que pegou mal entre os fiéis: a possibilidade de sua fala ter soado ofensiva. “Peço novamente desculpas sinceras se algum post meu ofendeu praticantes dessas religiões. Essa nunca foi — e nunca será — minha intenção”, afirmou Eduardo Paes.

No mesmo texto, o prefeito defendeu a programação do Réveillon e citou o palco gospel no Leme como parte de um conjunto mais amplo. “O gênero musical gospel teve mais um ano de sucesso nas areias do Leme, dentro de uma programação plural, diversa e democrática, que é a marca do Rio”, disse Eduardo Paes.

Além do pedido de desculpas, Paes anunciou que pretende homenagear Tata Tancredo, apontado como um dos principais líderes religiosos afro-brasileiros do século 20. “Registro que a sugestão para a criação de uma estátua em homenagem a Tata Tancredo será atendida”, escreveu Eduardo Paes. Ele acrescentou que pretende conversar com lideranças religiosas antes de definir como será a homenagem: “Vou dialogar com lideranças religiosas para construir, juntos, a melhor forma de fazer essa homenagem tão importante para a cidade”, declarou Eduardo Paes.

O artigo do babalawô Ivanir dos Santos criticou a presença de um palco gospel no Réveillon de Copacabana e chamou atenção para o peso simbólico que práticas ligadas às religiões afro-brasileiras tiveram na virada carioca, como roupas brancas, oferendas ao mar e rituais dedicados a Iemanjá. Para ele, esses elementos perderam protagonismo nos últimos anos, especialmente com a institucionalização de palcos religiosos específicos, sem iniciativas equivalentes voltadas às tradições afro.