A primavera começa nesta terça-feira (22/09), às 21h05, no horário de Brasília, sob influência de um El Niño em intensificação. No Sudeste, a previsão para os próximos meses é de temperaturas acima da média, períodos de calor intenso e aumento da possibilidade de temporais, principalmente entre outubro e dezembro.
A estação segue até 21 de dezembro, às 18h50. O período marca a transição para os meses mais quentes e chuvosos do ano em grande parte do país, com aumento gradual da umidade e das temperaturas.
O El Niño é provocado pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil. A expectativa é de que o fenômeno alcance intensidade muito forte entre novembro e dezembro.
Rio pode ter temperaturas acima de 40°C
No início da primavera, frentes frias ainda devem influenciar o Sudeste, provocando períodos de tempo nublado e chuva. A tendência é de aumento do calor a partir de outubro.
Em novembro e dezembro, o Rio de Janeiro e São Paulo devem ficar em uma área de transição entre o ar quente e seco do interior do país e os sistemas de chuva que atuam no Sul. Esse cenário pode provocar mudanças rápidas no tempo, com dias de calor intenso seguidos por temporais.
Segundo previsões da Climatempo, os termômetros no Rio podem superar os **40°C** nos dois últimos meses da primavera. Também há possibilidade de tempestades acompanhadas de rajadas de vento e granizo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que o aumento das temperaturas durante a estação favorece a ocorrência de ondas de calor. O encontro entre massas de ar quente e frentes frias também pode provocar a formação rápida de tempestades.
Calor e chuva aumentam alerta na saúde
As condições previstas para a primavera também preocupam as autoridades de saúde. O Ministério da Saúde já alertou para a possibilidade de períodos de calor intenso seguidos por temporais com grande volume de chuva em pouco tempo.
Segundo a pasta, esse cenário pode aumentar o estresse térmico e agravar problemas cardíacos e respiratórios. Também existe preocupação com o aumento de casos de dengue e outras arboviroses.
O governo federal afirma que está preparando o Sistema Único de Saúde para enfrentar os efeitos do El Niño. No dia 9 de setembro, o Rio passou a contar com uma base regional da Força Nacional do SUS para atuar em emergências de saúde pública no Sudeste, inclusive em situações provocadas por ondas de calor, chuvas intensas e enchentes.
O Ministério da Saúde também informou que destina cerca de R$ 10 bilhões a um plano nacional de adaptação do SUS a eventos climáticos, com quase 100 ações previstas até 2035.
El Niño terá efeitos diferentes pelo país
Os impactos do fenômeno devem variar entre as regiões brasileiras. No Sul, a previsão indica chuva acima da média, principalmente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com possibilidade de temporais, ventos fortes, raios e granizo.
No Centro-Oeste, a tendência é de temperaturas elevadas e chuva abaixo da média em áreas de Mato Grosso e Goiás. Mato Grosso do Sul pode ter mais episódios de temporais.
Já no Norte e em parte do Nordeste, a previsão aponta para tempo mais quente e seco. Na Amazônia, a estiagem pode se prolongar, aumentando também o risco de queimadas.
Se quiser, posso também transformar esse texto em um **boletim de rádio de 50 segundos**, destacando o calor acima de 40°C e os temporais no Rio.








