As Eleições de 2026 entram, neste fim de semana, em uma de suas etapas mais decisivas. Neste sábado, 15 de agosto, encerra-se o prazo limite para que partidos e federações apresentem à Justiça Eleitoral os pedidos formais de registro de seus candidatos. No dia seguinte, 16 de agosto, começa oficialmente o período de propaganda eleitoral.
A transição representa uma mudança profunda que vai além de uma simples data no calendário. Chega ao fim a fase em que os postulantes estavam restritos às regras da pré-campanha. Inicia-se um momento em que a legislação permite atos de propaganda e o pedido explícito de voto.
Durante a pré-campanha, os pré-candidatos puderam apresentar projetos, ideias e propostas. Foi permitido participar de eventos, conceder entrevistas e divulgar posições políticas. No entanto, tudo ocorreu sob a proibição do pedido direto de voto e de meios de propaganda antecipada.
A partir de 16 de agosto, o cenário muda expressamente com a liberação de atos típicos de rua. Passa a ser permitida a distribuição de material gráfico e o uso de adesivos regulamentados. A legislação também libera a realização de caminhadas, carreatas, comícios e manifestações públicas. É o momento em que os candidatos podem finalmente solicitar o voto do eleitor de forma direta.
No ambiente digital, que ganha cada vez mais peso no debate, a disputa assume uma nova dimensão. O impulsionamento de conteúdo eleitoral em redes sociais passa a ser formalmente admitido. A prática exige contratação direta pelas plataformas e identificação clara, conforme a lei.








