Em greve, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) decidiram durante uma assembleia realizada, na última segunda-feira (28), manter a paralisação iniciada em 25 de março. No dia 4 de maio, representantes da categoria e o governador em exercício Ricardo Couto devem se encontrar para discutir as demandas do grupo.
O encontro acontece em um momento fiscal delicado para o governo fluminense. No dia 6 de maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a ação sobre a redistribuição dos royalties do petróleo. A decisão pode afetar diretamente as receitas do Rio de Janeiro.
Ricardo Couto, em conversa anterior com os docentes, indicou que o atendimento das demandas categoria estaria condicionada à decisão da Alta Corte, cuja decisão pode alterar as finanças do Estado do Rio.
Na reunião desta semana, os professores adiantaram que vão apresentar ao governo a proposta de retomada dos auxílios saúde e educação no contracheque, benefícios prioritários pela categoria.
A recomposição salarial é outra pauta dos professores, que reivindicam as perdas inflacionárias, a volta dos triênios para todos os servidores e o realinhamento do orçamento da universidade para fechamento do exercício fiscal. Além disso, os docentes também apoiam políticas de permanência estudantil e assistência aos alunos.
Além dos projetos, os servidores técnico-administrativos da Uerj também permanecem em greve por tempo indeterminado. O Sintuperj, representante da categoria, pretende reavaliar o cenário durante uma assembleia marcada para esta terça-feira. O resultado do encontro deve determinar o fim ou a continuidade da paralisação da categoria.






