Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Grand Tasting Rio reúne mais de 160 vinhos em experiência gastronômica no Leblon
Rio de Janeiro
Grand Tasting Rio reúne mais de 160 vinhos em experiência gastronômica no Leblon
EUA aplicam tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros a partir desta sexta
Destaque
EUA aplicam tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros a partir desta sexta
Polícia mira quadrilha do TCP suspeita de roubos e prende 11 na Zona Norte do Rio
Rio de Janeiro
Polícia mira quadrilha do TCP suspeita de roubos e prende 11 na Zona Norte do Rio
Operação retira seis toneladas de barricadas no Morro do Juramento, no Rio
Rio de Janeiro
Operação retira seis toneladas de barricadas no Morro do Juramento, no Rio
Nova Iguaçu inicia reparo de rede de esgoto afetada por obras na Via Dutra
Nova Iguaçu
Nova Iguaçu inicia reparo de rede de esgoto afetada por obras na Via Dutra
Rodoviários mantêm estado de greve e rejeitam proposta de reajuste no Rio
Rio de Janeiro
Rodoviários mantêm estado de greve e rejeitam proposta de reajuste no Rio
Ônibus é atingido por tiro durante confronto no Complexo do Alemão e linhas têm alteração
Rio de Janeiro
Ônibus é atingido por tiro durante confronto no Complexo do Alemão e linhas têm alteração
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Em nova carta aos EUA, governo Lula cita indignação com tarifaço e fala em negociar

No documento, governo brasileiro afirma que o tarifa ‘terá impacto muito negativo’ nas economias dos dois países.

Siga-nos no

O governo Lula informou nesta quarta-feira (16/07) que enviou uma nova carta ao governo dos Estados Unidos na qual manifestou “indignação” com a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, informou estar disposto a negociar e cobrou resposta a uma outra mensagem enviada em maio.

Segundo o governo, a carta enviada em maio continha uma proposta confidencial sobre possibilidades de negociação de tarifas comerciais.

A nova carta é assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O documento foi enviado nesta terça (15/07) é endereçado ao secretário de Comercio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio do país, Jamieson Greer.

Desde que Trump anunciou no início do ano uma série de tarifas a produtos importados vendidos no mercado americano, Alckmin e Vieira conversaram com autoridades americanas, incluindo Lutnik e Greer.

“O governo brasileiro manifesta sua indignação com o anúncio, feito em 9 de julho, da imposição de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, a partir de 1° de agosto”, diz um trecho da carta.
“A imposição das tarifas terá impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco uma parceria econômica historicamente forte e profunda entre nossos países”, completa o documento.

As autoridades brasileiras afirmam que estão prontas para dialogar com os norte-americanos e negociar uma solução “mutuamente aceitável” sobre o comércio bilateral entre os dois países.

“[Dialogar] com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, acrescenta o documento.

Na semana passada, quando anunciou a tarifa, o presidente americano endereçou uma carta a Lula na qual disse erroneamente que os Estados Unidos têm relação comercial desfavorável com o Brasil, enquanto, na verdade, os números demonstram que os EUA mais vendem que compram do Brasil em valor agregado.

Na carta enviada a Howard Lutnik e a Jamieson Greer, Geraldo Alckmin e Mauro Vieira afirmam às autoridades americanas que o Brasil acumula com os Estados Unidos “grandes déficits comerciais” em bens e em serviços.

Acrescentam que, nos últimos 15 anos, esse saldo negativo para o Brasil chegou a quase US$ 410 bilhões, segundo dados do próprio governo dos Estados Unidos.

“Para fazer avançar essas negociações, o Brasil solicitou, em diversas ocasiões, que os EUA identificassem áreas específicas de preocupação para o governo norte-americano”, diz a carta.