Empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos ou pelos impactos da guerra no Oriente Médio já podem solicitar financiamentos do Plano Brasil Soberano. A terceira fase do programa disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (17/09) o protocolo para que as empresas interessadas façam a habilitação. Do total disponível, R$ 13,5 bilhões são recursos do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões vêm do próprio BNDES.
O programa também contempla empresas de setores considerados estratégicos para a economia, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, medicamentos, máquinas e equipamentos e o setor automotivo.
Quem pode participar
A nova fase do Plano Brasil Soberano atende a três grupos de empresas. O primeiro reúne exportadoras de bens e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O segundo inclui empresas de setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior ou estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.
O terceiro grupo é formado por exportadoras e fornecedores que comercializam produtos com países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã e Iraque.
Para empresas afetadas pelo tarifaço ou pela guerra no Oriente Médio, é necessário cumprir algumas condições, entre elas ter pelo menos 1% do faturamento relacionado ao comércio com os países envolvidos.
Como funciona o crédito
Os recursos podem ser utilizados para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e projetos de investimento.
As taxas de juros variam de 4,3% a 17,5% ao ano, dependendo do porte da empresa e da finalidade do financiamento.
As empresas podem consultar se estão dentro dos critérios de elegibilidade e conferir as regras para solicitar o crédito nos canais oficiais do BNDES.








