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Empresas de ônibus do Rio têm prazo final para regularizar frota e evitar apreensões

Prefeitura dá ultimato a viações da Zona Norte e Zona Sul e ameaça rebocar mais de 200 veículos irregulares a partir deste sábado

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Reprodução

A crise no transporte público do Rio de Janeiro segue afetando diretamente a rotina de passageiros, especialmente aqueles que dependem de ônibus para se deslocar entre a Zona Norte e a Zona Sul. As viações Auto Ônibus e Vila Isabel têm até esta sexta-feira (30) para regularizar a situação de mais de 200 veículos. Caso contrário, os coletivos poderão ser rebocados a partir deste sábado (31), segundo a prefeitura.

Dos cerca de 200 ônibus da Viação Auto Ônibus, apenas 16 estão em situação regular. Já na Viação Vila Isabel, nenhum dos 50 veículos realizou vistoria dentro do prazo de um ano. A prefeitura afirma que veículos irregulares não poderão continuar circulando.

Nesta semana, a prefeitura anunciou ainda a criação de duas novas linhas: a 111 (Central do Brasil – Leblon) e a 014 (Paula Matos – Central do Brasil). Para o presidente da Federação das Associações de Moradores do Município do Rio (FAM-RIO) e membro do Conselho Municipal de Transportes, Licinio Machado Rogério, as medidas tentam reduzir os impactos da crise, mas carecem de diálogo com a população.

“A prefeitura tenta solucionar o problema, mas a consulta aos passageiros é fundamental. A comunicação sobre as novas linhas também precisa ser mais efetiva, porque as pessoas já não sabem mais com qual linha podem contar”, afirma.

Em reunião com o Conselho Municipal de Transportes, o subsecretário de Transportes, Guilherme Braga, informou que o prazo para vistoria da frota termina nesta sexta-feira (30). A partir de sábado, ônibus sem documentação regular poderão ser rebocados, e as empresas, multadas.

Licinio Rogério defende a intervenção do Consórcio Intersul, responsável pelas duas viações. Segundo ele, cabe à prefeitura pressionar a entidade para garantir a continuidade do serviço.

Além da crise operacional, funcionários das empresas relatam demissões e atrasos de pagamentos. Um motorista da Viação Vila Isabel, que preferiu não se identificar, afirma que trabalhadores foram dispensados sem receber salários e benefícios.