O surto de ebola que atinge a República Democrática do Congo e Uganda já é considerado o mais grave da história recente da região. Segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, mais de 200 pessoas morreram no primeiro mês da epidemia.
Até o momento, foram confirmados 894 casos da doença, número três vezes maior que o registrado no maior surto anterior em Uganda, no ano 2000. Apenas na última semana, o total de infecções cresceu 38%.
A maior concentração de casos está na província de Ituri, no leste do Congo, mas a doença também já alcançou outras regiões e atravessou a fronteira com Uganda, onde foram registradas duas mortes.
As autoridades enfrentam dificuldades para controlar a disseminação do vírus devido aos conflitos armados, ao deslocamento de milhares de pessoas e à dificuldade de acesso às áreas afetadas. Além disso, o surto é causado pela variante Bundibugyo do ebola, para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados.
Especialistas alertam que o número de casos pode continuar aumentando nos próximos meses.










