Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Saúde
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Mundo
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Destaque
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Rio de Janeiro
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Rio de Janeiro
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Brasil
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
Mundo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Estudo da UFF aponta avanço da degradação ambiental no litoral do Rio e alerta para risco de desastres

Pesquisa identifica áreas críticas entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, com aumento da erosão, desmatamento e ameaça a comunidades costeiras

Siga-nos no

Litoral de São Francisco de Itabapoana. Foto: Divulgação

Um estudo inédito da Universidade Federal Fluminense revelou o avanço da degradação ambiental na zona costeira do estado do Rio de Janeiro ao longo dos últimos 40 anos. A pesquisa identificou áreas críticas de erosão, desmatamento e crescimento urbano desordenado em diferentes regiões fluminenses.

O trecho mais afetado fica entre Armação dos Búzios e São Francisco de Itabapoana, onde mais de 25% da faixa costeira foi classificada como instável devido à degradação do solo causada principalmente pelo desmatamento ligado à pecuária e ao cultivo de café.

Segundo o levantamento, dos 2.460 quilômetros quadrados degradados na região, cerca de 1.916 km² são considerados áreas prioritárias para recuperação ambiental.

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro analisou aproximadamente 22 mil km² entre 1984 e 2024, utilizando imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica.

O estudo também avaliou municípios como Maricá, Cachoeiras de Macacu, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

De acordo com o pesquisador Mohammad Al Abed, a degradação em áreas de encosta aumenta o risco de deslizamentos e intensifica os impactos das chuvas fortes.

Na Costa Verde, o levantamento aponta crescimento de 254% da urbanização nas últimas quatro décadas, impulsionado pelo turismo e pela abertura de estradas. Em Angra dos Reis, mais de 60% do território apresenta suscetibilidade a deslizamentos.

A pesquisa também alerta para os impactos sobre manguezais, restingas, estradas, moradias e dutos. Segundo o relatório, a Costa Verde perdeu 16,3% das áreas de restinga e quase metade das áreas úmidas desde o início do período analisado.