Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (1º/05) uma nova rodada de sanções contra o Irã, ampliando a pressão econômica sobre o país em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. As medidas atingem três casas de câmbio iranianas, acusadas por Washington de facilitar o financiamento de atividades consideradas desestabilizadoras pelo governo americano.
Além das novas punições, o Departamento do Tesouro dos EUA alertou que poderá aplicar sanções futuras ao sistema de pedágio que o Irã pretende implantar no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás.
O estreito permanece bloqueado pelo governo iraniano desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro, agravando a crise na região e provocando impactos no mercado internacional de energia.
O Departamento de Estado também anunciou sanções contra a empresa chinesa Qingdao Haiye Oil Terminal Co., Ltd., acusada de importar milhões de barris de petróleo iraniano e contribuir para a geração de receitas bilionárias ao regime de Teerã.
Segundo o governo americano, qualquer empresa ou parceiro comercial que ajude o Irã a driblar as restrições poderá ser alvo de punições. As novas medidas tornam ilegais transações ligadas à companhia chinesa que envolvam o sistema financeiro dos Estados Unidos.
Desde o início do conflito, os preços internacionais do petróleo registram forte alta, impulsionados pela instabilidade no Estreito de Ormuz, considerado um dos principais corredores marítimos para exportação de hidrocarbonetos no mundo.










