O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro.
Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, diz não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida para o governo americano.
O líder americano informou que o anúncio oficial da operação ocorrerá em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, horário de Brasília, em Mar-a-Lago, na Flórida.
Segundo Trump, a ação teria sido conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos e resultou na retirada de Maduro e de sua esposa do território venezuelano por via aérea. No comunicado, no entanto, o ex-presidente não detalhou para onde o líder venezuelano foi levado nem sob qual base legal ocorreu a captura.
Durante a madrugada, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram helicópteros sobrevoando Caracas enquanto explosões iluminavam o céu da capital.
Fontes locais relataram que possíveis alvos incluíram a base militar de La Carlota e o Forte Tiuna, os principais complexos militares do país. O governo venezuelano afirmou que ataques atingiram também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Moradores de Caracas descreveram um clima de pânico diante do barulho contínuo, com relatos de falta de energia elétrica em algumas áreas. A correspondente da CNN, Osmary Hernandez, relatou que uma das detonações foi tão forte que fez sua janela tremer.
Na cidade costeira de La Guaira, ao norte de Caracas, também houve relatos de explosões e vídeos obtidos pela AFP mostram colunas de fumaça cinza e alaranjada ao longo da costa.
A escalada ocorre após declarações recentes de Trump, que havia enviado uma frota de navios de guerra para o Caribe, mencionado a possibilidade de ataques em território venezuelano e afirmado que os dias de Maduro no poder estavam contados.






