Em um desdobramento histórico, os Estados Unidos e o Irã assinaram nesta quarta-feira (17) um acordo de paz que põe fim à guerra no Oriente Médio. A confirmação veio de forma conjunta pelos governos de Washington e Teerã, que garantiram que o tratado já está em pleno vigor. O documento oficial foi ratificado pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian.
Os bastidores diplomáticos revelam que a construção do tratado vinha sendo acelerada nos últimos dias. Segundo informações de uma autoridade de alto escalão obtidas pela agência Reuters, o documento já havia sido assinado digitalmente no último domingo (14) pelo vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Na ocasião, Donald Trump atuou formalmente como testemunha.
A assinatura definitiva e presencial acabou ocorrendo de maneira descentralizada nesta quarta-feira. De acordo com a agência de notícias AFP, o presidente Donald Trump assinou pessoalmente a sua cópia do tratado durante um jantar de Estado com o presidente francês, Emmanuel Macron, realizado no Palácio de Versalhes. Do lado iraniano, o processo foi concluído simultaneamente com a assinatura física por parte do presidente Masoud Pezeshkian.
Antecipação estratégica
O plano inicial previa uma cerimônia formal e presencial em Genebra, na Suíça, marcada para a próxima sexta-feira (19). No entanto, os dois países decidiram adiantar o rito para acelerar a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
O tratado de paz é composto por 14 pontos fundamentais, divulgados na íntegra por ambas as nações. O memorando estabelece diretrizes rígidas e concessões mútuas: o Irã oferece garantias de que nunca desenvolverá armas nucleares, enquanto os EUA assumem o compromisso de suspender as sanções econômicas e fornecer uma compensação financeira ao governo de Teerã.
Com o acordo já em vigência, os desdobramentos práticos começam a valer imediatamente. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou que o prazo crucial de 60 dias para as negociações detalhadas sobre o programa nuclear iraniano passa a contar a partir desta quarta-feira, inaugurando uma nova era para a geopolítica global.










