A poucos dias do fim do prazo para que Brasil e Estados Unidos cheguem a um acordo sobre o iminente “tarifaço”, a diplomacia americana adotou uma estratégia de dupla via. Por um lado, a embaixada dos EUA divulgou um programa do Departamento de Comércio focado em empresas brasileiras que buscam ampliar sua participação no mercado norte-americano. Conforme o comunicado oficial da representação diplomática, o objetivo da iniciativa é “fortalecer” a relação comercial entre as duas nações.
Por outro lado, os acenos públicos de cooperação não têm se refletido nas mesas de negociação. As conversas entre as autoridades dos dois países acerca das sobretaxas recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) não avançaram a ponto de reverter a proposta. O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores correm contra o relógio, já que o prazo final dado pelo governo americano para a conclusão das tratativas expira no dia 15 de julho.
A visão do Itamaraty: A avaliação interna do Ministério das Relações Exteriores é de que o USTR tem se mostrado altamente “inflexível”, desconsiderando os dados técnicos e o histórico de comércio apresentados detalhadamente pelos negociadores brasileiros.
O Peso da Parceria Comercial
A falta de flexibilidade de Washington preocupa o setor produtivo nacional devido à relevância mútua das duas economias:
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Segundo maior parceiro: Os Estados Unidos ocupam o posto de segundo maior parceiro comercial do Brasil no mundo, posicionando-se atrás apenas da China.
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Diálogo técnico: Técnicos de ambos os governos têm se reunido periodicamente na tentativa de construir um meio-termo que evite prejuízos severos.
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Expectativa real: A avaliação do Palácio do Planalto — até este momento — é de que não haverá uma reversão completa das tarifas, restando ao Brasil lutar por eventuais exceções ou reduções pontuais em setores estratégicos.








