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EUA não explicam expulsão de árbitro e ignoram queixa do Irã sobre ingressos

A falta de explicações aumentou os questionamentos sobre os critérios adotados para entrada de profissionais ligados ao torneio.

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reprodução

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos enfrentam questionamentos envolvendo a entrada de participantes e o tratamento dado a delegações estrangeiras. Nesta terça-feira (9), novas reclamações surgiram após a expulsão de um árbitro da Somália e as dificuldades relatadas pela delegação do Irã para acessar ingressos destinados aos seus torcedores.

Durante entrevista, o diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani, afirmou que o árbitro somali Omar Artan foi impedido de permanecer no país por uma “boa razão”, mas não apresentou detalhes sobre o motivo da decisão.

Árbitro barrado

Segundo relatos divulgados pelo próprio árbitro, Omar Artan chegou aos Estados Unidos com a documentação exigida para atuar na competição. Ainda assim, ele teria sido submetido a cerca de 11 horas de questionamentos por agentes de imigração em Miami antes de ser deportado para a Turquia.

Em nota, as autoridades migratórias americanas informaram apenas que cada caso é analisado individualmente. Questionado sobre o episódio, Giuliani evitou fornecer informações adicionais.

A falta de explicações aumentou os questionamentos sobre os critérios adotados para entrada de profissionais ligados ao torneio.

Irã reclama de ingressos

Outra controvérsia envolve a seleção do Irã. A federação do país afirmou que os ingressos destinados à torcida iraniana para a partida de estreia contra a Nova Zelândia desapareceram do sistema de distribuição.

Pelas regras da FIFA, cada federação nacional tem direito a uma parcela dos ingressos para os jogos de sua seleção. Segundo os dirigentes iranianos, parte desse lote não estaria mais disponível sem uma explicação oficial.

Giuliani preferiu não comentar diretamente o assunto. Ele afirmou apenas que o governo americano está garantindo a entrada dos atletas para preservar a integridade esportiva da competição, mas ressaltou que não permitirá que o evento seja usado por pessoas consideradas uma ameaça à segurança do país.

O governo dos Estados Unidos também apresentou uma nova posição sobre a permanência da delegação iraniana durante a Copa.

Anteriormente, autoridades iranianas haviam afirmado que a equipe não poderia permanecer em território americano entre as partidas. Agora, Giuliani declarou que os integrantes da seleção poderão entrar no país até 36 horas antes dos jogos.

Posteriormente, o Departamento de Segurança Interna confirmou essa possibilidade. Segundo o representante da Casa Branca, a expectativa é que a delegação retorne a Tijuana, no México, após cada compromisso no torneio.

Os questionamentos não ficaram restritos ao Irã e à Somália. A delegação do Uzbequistão também relatou dificuldades durante sua preparação para a Copa.

Antes de um amistoso contra a Holanda, integrantes da equipe foram submetidos a uma inspeção adicional de bagagens. Imagens divulgadas mostram jogadores e membros da comissão técnica separando seus pertences para uma nova rodada de verificações.

O técnico da equipe, o ex-jogador italiano Fabio Cannavaro, afirmou que foi informado de que o procedimento fazia parte das regras locais, mas observou que as buscas teriam sido direcionadas apenas à delegação uzbeque.

Os episódios aumentam a atenção sobre a política migratória dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Embora as autoridades americanas garantam que atletas, árbitros e integrantes das delegações poderão participar normalmente da competição, os recentes casos têm provocado desconforto entre representantes de vários países.