O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (18) que o governo norte-americano não irá viabilizar US$ 300 bilhões (aproximadamente R$ 1,5 trilhão) para financiar a reconstrução do Irã. A declaração ocorre logo após a assinatura de um histórico acordo de paz entre Washington e Teerã, selado na última quarta-feira (17) em conjunto com o presidente iraniano, Masou Pezeshkian. O tratado põe fim de forma oficial aos conflitos armados na região do Oriente Médio e estabelece as bases para uma nova era de relações diplomáticas.
O aporte financeiro está previsto no texto oficial do tratado divulgado pelas duas nações. Uma das cláusulas mais importantes do documento determina explicitamente a criação de um plano de reconstrução e desenvolvimento econômico voltado para o território iraniano. O texto estipula que este plano terá um “valor mínimo de US$ 300 bilhões” e define que a responsabilidade pela elaboração e execução das metas financeiras será liderada diretamente pelos Estados Unidos, que atuarão em estreita cooperação junto de seus principais parceiros estratégicos regionais.
O plano de paz, estruturado formalmente em 14 pontos fundamentais, propõe uma reconfiguração completa na geopolítica global. Entre as principais contrapartidas exigidas, o documento traz garantias jurídicas e internacionais de que Teerã nunca desenvolverá ou terá acesso a armas nucleares. Em troca do cumprimento dessas metas de desarmamento e monitoramento, a Casa Branca assegurou a suspensão imediata e integral das sanções econômicas e comerciais norte-americanas que sufocavam a economia do país persa há décadas.
Além do fim dos embargos, o tratado prevê que os recursos bilionários sirvam como uma espécie de compensação financeira direta ao governo iraniano, visando a rápida recuperação da infraestrutura local destruída. Com a validação do pacto, o foco das potências globais se volta agora para a implementação prática das medidas de segurança e para o cronograma de liberação das verbas. Diplomatas de ambos os lados classificam o momento como o passo mais decisivo para a estabilidade e a segurança internacional nos últimos anos.










