Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Libras para todos: alunos de escola municipal de Nova Iguaçu aprendem uma nova forma de se comunicar
Nova Iguaçu
Libras para todos: alunos de escola municipal de Nova Iguaçu aprendem uma nova forma de se comunicar
TSE nega pedidos de duas entidades internacionais para observar eleições de 2026
Mundo
TSE nega pedidos de duas entidades internacionais para observar eleições de 2026
Justiça mantém prisão de Verônica Costa em audiência de custódia
Rio de Janeiro
Justiça mantém prisão de Verônica Costa em audiência de custódia
Hospital de Saquarema amplia UTI neonatal e passa a ter 35 leitos
Costa do Sol
Hospital de Saquarema amplia UTI neonatal e passa a ter 35 leitos
Presa por tortura de ex-marido, Verônica Costa passa por audiência de custódia neste sábado
Rio de Janeiro
Presa por tortura de ex-marido, Verônica Costa passa por audiência de custódia neste sábado
Linhas expressas do BRT vão parar na estação Vasco da Gama em dias de jogos no São Januário
Rio de Janeiro
Linhas expressas do BRT vão parar na estação Vasco da Gama em dias de jogos no São Januário
Número de crianças e adolescentes acolhidos cresce 10,8% no RJ
Estado
Número de crianças e adolescentes acolhidos cresce 10,8% no RJ
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

EUA suspendem restrições à exportação de tecnologia à China

Medida visa destravar diálogo bilateral e facilitar encontro presidencial

Siga-nos no

Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram a suspensão das restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China, em um esforço para fortalecer o acordo comercial bilateral e viabilizar um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping ainda este ano. A informação foi divulgada pelo Financial Times.

De acordo com o jornal, o Departamento de Comércio dos EUA recebeu orientações para adotar uma postura mais flexível nas exportações de tecnologia para Pequim. A medida se insere em um contexto de negociações mais amplas entre os países, incluindo temas como ímãs industriais e terras raras — elementos fundamentais para a fabricação de tecnologia avançada.

O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que a decisão faz parte das conversas bilaterais com o governo chinês. Um dos principais marcos dessa flexibilização é a liberação da exportação do chip H20, desenvolvido pela Nvidia especialmente para o mercado chinês, cuja venda havia sido bloqueada anteriormente. A retomada das vendas foi autorizada após diálogo direto entre a empresa e o governo americano.

Paralelamente à flexibilização das exportações, os dois países devem prorrogar por mais 90 dias a trégua tarifária em vigor. Segundo o jornal South China Morning Post, a terceira rodada de negociações, marcada para acontecer em Estocolmo, na Suécia, deve resultar em um novo compromisso mútuo: evitar o aumento de tarifas e frear a escalada da guerra comercial.

A China, por sua vez, deve aproveitar a ocasião para questionar tarifas impostas pelos EUA sob o argumento de combate ao fentanil — substância associada a uma grave crise de saúde pública nos Estados Unidos. O governo Trump impôs uma tarifa adicional de 20% sobre produtos chineses, alegando omissão da China no combate à exportação de precursores químicos da droga. Fontes diplomáticas afirmam que Pequim poderia aceitar uma tarifa padrão de 10% caso os acréscimos extras sejam retirados.

Donald Trump, por sua vez, reforçou o tom otimista ao comentar o avanço das negociações. “Estamos muito perto de um acordo com a China. Já fizemos um esboço, mas vamos ver como será a implementação”, afirmou o presidente norte-americano.

Em 12 de maio, os dois países haviam chegado a um acordo temporário para reduzir as tarifas recíprocas. As taxas dos EUA sobre produtos chineses caíram de 145% para 30%, enquanto a China diminuiu de 125% para 10% as tarifas sobre itens americanos. No entanto, dias depois, Trump acusou Pequim de violar os termos do acordo por meio de uma publicação na rede Truth Social.

A embaixada chinesa em Washington rebateu a acusação e pediu o fim das “restrições discriminatórias”, além da preservação do consenso firmado nas rodadas anteriores, como a realizada em Genebra. Segundo o porta-voz Liu Pengyu, “as comunicações bilaterais e multilaterais continuam ativas em diferentes níveis”.

O novo gesto de Washington pode ser o impulso que faltava para consolidar uma nova fase nas relações comerciais entre as duas potências globais.