Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Município do Rio entra em Estágio 3 na noite desta segunda-feira
Destaque
Município do Rio entra em Estágio 3 na noite desta segunda-feira
Polícia Civil intercepta venda de 1,5 tonelada de peixes impróprios às vésperas do Carnaval
Rio de Janeiro
Polícia Civil intercepta venda de 1,5 tonelada de peixes impróprios às vésperas do Carnaval
Carnaval no Rio deve ter sol, calor e pouca chuva
Rio de Janeiro
Carnaval no Rio deve ter sol, calor e pouca chuva
Governo do Estado reforça ações emergenciais após chuvas intensas em 30 municípios
Estado
Governo do Estado reforça ações emergenciais após chuvas intensas em 30 municípios
Carnaval 2026 no Rio terá policiais fantasiados nos blocos e megaesquema de segurança
Estado
Carnaval 2026 no Rio terá policiais fantasiados nos blocos e megaesquema de segurança
STF decide esta semana destino político de Washington Reis
Política
STF decide esta semana destino político de Washington Reis
Região dos Lagos terá primeiro destacamento do Batalhão de Polícia de Turismo
Costa do Sol
Região dos Lagos terá primeiro destacamento do Batalhão de Polícia de Turismo

Ex-ministros da Justiça enviam carta a Lula com críticas à operação no Rio

Documento questiona alta letalidade da Operação Contenção e propõe criação de Secretaria Especial para o Rio

Siga-nos no

Reprodução

Cinco ex-ministros da Justiça enviaram uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com críticas à Operação Contenção, que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro. No texto, eles classificam a ação como “mal preparada e mal explicada”, afirmando que o confronto colocou as forças policiais “contra a totalidade da população ali residente e não apenas contra grupos faccionados”.

O documento é assinado por Nelson Jobim, Miguel Reale Jr., Aloysio Nunes e José Carlos Dias, que chefiaram o ministério no governo Fernando Henrique Cardoso, e por Tarso Genro, que ocupou o cargo durante a gestão de Lula. Os ex-ministros afirmam que as incursões sistemáticas nas comunidades já se mostraram, ao longo de quatro décadas, “inadequadas para enfrentar as facções criminosas”.

Eles também criticam a letalidade da operação e ressaltam que “o fato de ter antecedente criminal não expressa — num Estado Democrático de Direito — licença para a eliminação sumária de quem quer que seja”. A carta destaca a necessidade de uma mudança de abordagem nas políticas de segurança pública.

No final, os ex-ministros sugerem que Lula assuma diretamente a condução da crise no Rio, criando uma Secretaria Especial da Presidência com prerrogativas ministeriais para tratar do tema. O governo fluminense ainda não se manifestou sobre o conteúdo do documento.