O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, afirmou à Polícia Federal que a aplicação de R$ 970 milhões em títulos do Banco Master foi proposta pela área técnica do próprio órgão, e não pela presidência. Segundo ele, a iniciativa partiu do então diretor de investimentos, Euchério Lerner Rodrigues.
Deivis explicou que a diretoria sugere os aportes e que sua função era formalizar a decisão junto ao responsável técnico. Ele também negou qualquer pagamento de propina e disse que as operações seguiram os procedimentos internos, apesar de limitações do órgão em análises mais complexas, como avaliação de risco de instituições.
O ex-presidente rejeitou ainda que sua nomeação tenha sido política, embora haja versões que citam influência partidária. O ex-governador Cláudio Castro, que o indicou, disse não lembrar a origem da escolha.
No depoimento, Deivis destacou que o alto volume de operações do Rioprevidência exige assinaturas em bloco para viabilizar pagamentos e investimentos. A oitiva ocorreu após sua prisão em fevereiro, e as investigações seguem para apurar possíveis falhas de gestão e controle no fundo.










