Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Exercício da Democracia: Brasil tem 158,7 milhões de eleitores aptos a votar neste domingo
Destaque
Exercício da Democracia: Brasil tem 158,7 milhões de eleitores aptos a votar neste domingo
Eleitores do Rio podem denunciar irregularidades nas eleições pelo celular
Política
Eleitores do Rio podem denunciar irregularidades nas eleições pelo celular
Eleitores terão que votar em dois candidatos ao Senado nas eleições de 2026; veja as regras
Brasil
Eleitores terão que votar em dois candidatos ao Senado nas eleições de 2026; veja as regras
RJ terá 17 mil policiais militares para esquema de seguranças nas eleições
Rio de Janeiro
RJ terá 17 mil policiais militares para esquema de seguranças nas eleições
Transportes terão tarifa zero neste domingo para as Eleições
Estado
Transportes terão tarifa zero neste domingo para as Eleições
A dois dias da eleição, TSE revoga liminar e votos de Garotinho ficam anulados sub judice
Política
A dois dias da eleição, TSE revoga liminar e votos de Garotinho ficam anulados sub judice
Distribuidoras reforçam operação para garantir energia nas eleições
Brasil
Distribuidoras reforçam operação para garantir energia nas eleições
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Exercício da Democracia: Brasil tem 158,7 milhões de eleitores aptos a votar neste domingo

Pleito vai definir a Presidência, os governos estaduais e a composição dos Legislativos; no Rio, 12,8 milhões poderão escolher seus representantes

Siga-nos no

Arte com IA

O Brasil chega às eleições deste domingo, 4 de outubro, com 158.745.463 pessoas aptas a votar e uma decisão que vai muito além da escolha do próximo presidente da República. Nas urnas, a população também definirá os governos dos estados e do Distrito Federal, toda a Câmara dos Deputados, as assembleias legislativas e dois terços do Senado. São escolhas que influenciam a elaboração das leis, a fiscalização dos governos e o destino dos recursos públicos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitorado cresceu em aproximadamente 2,3 milhões de pessoas desde as eleições gerais de 2022, um avanço de 1,46%. As mulheres representam a maioria: são cerca de 83,9 milhões de eleitoras, equivalentes a 52,84% do total nacional. Os dados indicam, ainda, que 37,5 milhões de eleitores têm 60 anos ou mais — quase um em cada quatro inscritos.

A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Se nenhum candidato à Presidência ou a um governo estadual alcançar mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Votos brancos e nulos não entram nessa conta.

Seis escolhas para definir os rumos do país

Nesta eleição, cada eleitor fará seis escolhas na urna: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Os candidatos a vice-presidente e a vice-governador integram as chapas e são eleitos junto com os titulares, sem uma votação separada.

Em todo o país, estarão em disputa:

  • Uma chapa para presidente e vice-presidente da República;
  • 27 chapas para governador e vice-governador, nos 26 estados e no Distrito Federal;
  • 54 vagas no Senado;
  • 513 cadeiras na Câmara dos Deputados;
  • 1.035 cadeiras nas assembleias legislativas;
  • 24 vagas na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Presidente, governadores e deputados terão mandatos de quatro anos. Para os senadores, o mandato é de oito anos. A dimensão do pleito também alcança os brasileiros inscritos para votar fora do país: são 918.876 eleitores no exterior, que participam exclusivamente da escolha de presidente e vice-presidente da República.

Dois terços do Senado estarão em disputa

Uma das principais características das eleições de 2026 é a escolha de 54 dos 81 integrantes do Senado, o equivalente a dois terços da Casa, ou aproximadamente 66,7% das cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. As outras 27 vagas pertencem aos parlamentares eleitos em 2022, cujos mandatos continuam.

A renovação do Senado alterna, a cada eleição geral, entre um terço e dois terços das vagas. Neste domingo, serão eleitos os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação, sem segundo turno. As duas escolhas têm o mesmo peso e devem ser destinadas a nomes diferentes: se o eleitor repetir o candidato, o segundo voto será considerado nulo.

Além de discutir leis e o orçamento federal junto com a Câmara, o Senado tem competências exclusivas, como aprovar indicações para o Supremo Tribunal Federal e outras autoridades. Sua composição, portanto, influencia decisões que ultrapassam a duração de um mandato presidencial.

O voto também define quem fiscaliza os governos

Embora as disputas para presidente e governador concentrem boa parte da atenção, a escolha dos deputados também determina os rumos da administração pública. Os parlamentares discutem e aprovam leis, participam das decisões sobre o orçamento e fiscalizam os atos do Executivo.

Deputados federais, estaduais e distritais são eleitos pelo sistema proporcional. Nesse modelo, a distribuição das cadeiras considera os votos recebidos pelos partidos ou federações, incluindo os votos em seus candidatos e os destinados diretamente à legenda. Por isso, a escolha de um deputado também contribui para o tamanho da bancada de seu grupo político.

Rio tem o terceiro maior eleitorado do Brasil

No estado do Rio de Janeiro, 12.857.000 pessoas estão aptas a votar, segundo o TRE-RJ. O número corresponde a 8,10% do eleitorado brasileiro e coloca o estado como o terceiro maior colégio eleitoral do país, atrás de São Paulo e Minas Gerais. Em relação a 2022, houve um acréscimo de 29.704 eleitores.

A capital concentra aproximadamente 4,95 milhões de eleitores. Na sequência aparecem São Gonçalo, com 653.494; Duque de Caxias, com 635.079; e Nova Iguaçu, com 615.377. Ao todo, 25 municípios fluminenses têm mais de 100 mil pessoas aptas a votar.

As mulheres também são maioria no estado: representam 54% do eleitorado, com cerca de 6,95 milhões de inscritas. Entre os fluminenses, 67.628 eleitores têm 16 ou 17 anos, e aproximadamente 1,84 milhão têm 70 anos ou mais.

Além de participar da escolha da Presidência, os eleitores do Rio definirão o governador e o vice, dois senadores, os 46 deputados federais da bancada fluminense e os 70 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Todas as 70 cadeiras da Alerj serão submetidas ao voto

Diferentemente do Senado, que tem renovação parcial, a Alerj terá todas as suas 70 vagas em disputa. Isso significa que a composição inteira da Assembleia dependerá do resultado das urnas, embora os atuais deputados possam concorrer à reeleição. A proporção de parlamentares que efetivamente serão substituídos só será conhecida depois da apuração.

Os deputados estaduais aprovam leis que tratam de assuntos do estado, analisam o orçamento e fiscalizam o uso do dinheiro público pelo governo. A escolha dos integrantes da Alerj tem relação direta com o acompanhamento de políticas e investimentos em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Organização antes de sair de casa

O TRE-RJ recomenda consultar antecipadamente o local de votação pelo site do tribunal ou pelo aplicativo e-Título. Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto, inclusive quando a identificação será feita por biometria. O e-Título pode ser utilizado como documento de identificação quando exibir a fotografia do eleitor.

Também é recomendável levar uma colinha em papel, com os números anotados na ordem em que aparecem na urna:

  1. Deputado federal;
  2. Deputado estadual;
  3. Senador — primeira escolha;
  4. Senador — segunda escolha;
  5. Governador;
  6. Presidente da República.

No Rio, o transporte coletivo municipal e intermunicipal será gratuito no dia da votação. Segundo o TRE-RJ, a medida abrange ônibus, trens, metrô, barcas, BRT e VLT, facilitando o deslocamento dos eleitores até as seções.

Participação e liberdade de escolha

O voto é obrigatório para os brasileiros alfabetizados de 18 a 69 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e pessoas analfabetas. Em todos os casos, a participação pressupõe inscrição eleitoral e condições regulares para votar.

O voto é direto e secreto, uma garantia que protege a liberdade de escolha de cada cidadão. Na cabine, a decisão pertence ao eleitor, que não precisa revelar nem comprovar em quem votou.

Neste domingo, milhões de decisões individuais vão formar o resultado coletivo das urnas. Conhecer as propostas, observar a trajetória dos candidatos e dar atenção a todos os cargos são formas de exercer esse direito com consciência. A participação democrática continua depois da eleição, no acompanhamento dos mandatos e na cobrança dos compromissos assumidos com a população.