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Exposição de arte sacra completa um mês e atrai mais de mil visitantes em Nova Iguaçu

Mostra reúne mais de 350 peças do período colonial e inclui obras inéditas de Aleijadinho

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Reprodução

Sucesso de público e de crítica, a exposição “Arte & Devoção – A Escultura Religiosa no Brasil Colonial”, promovida pela Prefeitura de Nova Iguaçu, completa um mês nesta sexta-feira (19). A mostra está aberta à visitação no Complexo Cultural Mário Marques desde 19 de novembro e já recebeu mais de mil pessoas. Considerada uma das maiores exposições de arte sacra realizadas no Brasil nas últimas décadas, ela reúne mais de 350 peças brasileiras, portuguesas e espanholas produzidas entre os séculos XVI e XIX. Entre os destaques estão seis obras nunca expostas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, principal nome do barroco nacional.

As peças, todas pertencentes a coleções particulares, abrangem obras eruditas e populares dos períodos colonial e imperial, evidenciando a diversidade da produção religiosa da época. Para o secretário municipal de Cultura e curador da exposição, Marcus Monteiro, o conjunto apresentado coloca Nova Iguaçu no mapa das grandes mostras nacionais e internacionais.

“Esta é, sem dúvida alguma, uma das mais importantes exposições já realizadas no país. A última deste porte foi a ‘Brasil 500 anos’, realizada em 2000. Esta mostra poderia estar em qualquer lugar do mundo devido à qualidade e variedade das peças”, garante Monteiro.

Entre os destaques, está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, em madeira entalhada (87 x 31 x 20 cm), atribuída a Aleijadinho e datada do século XVIII. A obra esteve presente na coleção da família de Bárbara Heliodora, uma das mais importantes críticas de teatro no Brasil, que, após sua morte, em 2015, foi adquirida por um colecionador de Brasília.

“Além desta imagem, há outras obras de Aleijadinho que estão aqui e que nunca haviam sido exibidas em exposições, museus e nem mesmo catálogos. São obras muito representativas para a história do Brasil, pois ele foi o principal artista do período colonial brasileiro”, explica Erick Ferreira, conservador e restaurador de bens culturais, outro curador da exposição.

A curadoria também é assinada por Rafael Azevedo, museólogo do IPHAN. Para ele, a mostra ultrapassa o público religioso e se estende ao interesse de qualquer visitante.

“Estas obras não pertencem somente aos católicos, mas a toda a população. Muitas delas foram feitas por santeiros das camadas mais populares para adornar igrejas, muitas vezes também de irmandades das camadas mais populares da nossa população. Quanto mais pessoas conhecem estas obras, mais elas serão preservadas, protegidas e valorizadas. Quem ganha é nosso patrimônio cultural”, garante Azevedo.

Outro destaque da exposição é uma imagem de São Pedro (67 x 26 x 20cm), em pedra de Ançã, com vestígios de policromia, atribuída a Diogo Pires, o Moço. Considerada a mais antiga escultura sacra do santo existente no Brasil, a peça teria sido trazida por Dom Pedro Fernandes Sardinha, primeiro bispo do país, em 1551, e instalada na capela de São Pedro, em Salvador, em 1554 e demolida em 1723.

Também integram a mostra obras atribuídas a mestres como Francisco Vieira Servas, Mestre Valentim, Mestre de Angra, Simão da Cunha, Pedro da Cunha, Mestre de Sabará, Francisco Xavier de Brito, Mestre de Iguassú, Veiga Valle e Mestre Piranga.

A exposição é realizada pela Casa do Conhecimento e patrocinada pela Prefeitura de Nova Iguaçu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu. A mostra fica em cartaz até 31 de janeiro, na Casa de Cultura Ney Alberto, que integra o Complexo Cultural. O espaço funciona de terça a sábado, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.