Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Toffoli acumula 25 pedidos de impeachment no Senado e deixa relatoria de caso do Banco Master
Brasil
Toffoli acumula 25 pedidos de impeachment no Senado e deixa relatoria de caso do Banco Master
Com ingressos esgotados, Série Ouro abre desfiles na Sapucaí com homenagens a ídolos do samba
Carnaval
Com ingressos esgotados, Série Ouro abre desfiles na Sapucaí com homenagens a ídolos do samba
Operação Carnaval: PRF reforça fiscalização nas rodovias do Rio contra embriaguez e excesso de velocidade
Rio de Janeiro
Operação Carnaval: PRF reforça fiscalização nas rodovias do Rio contra embriaguez e excesso de velocidade
Novo Circuito Bira Presidente estreia no Centro com Cacique de Ramos e megaoperação de trânsito
Carnaval
Novo Circuito Bira Presidente estreia no Centro com Cacique de Ramos e megaoperação de trânsito
Carnaval no Rio terá placas de auxílio a mulheres contra assédio e violência
Rio de Janeiro
Carnaval no Rio terá placas de auxílio a mulheres contra assédio e violência
André Mendonça assume relatoria do caso Banco Master no STF após saída de Toffoli
Brasil
André Mendonça assume relatoria do caso Banco Master no STF após saída de Toffoli
Rio descarta renovar com a Naturgy e abrirá nova licitação para o gás canalizado
Estado
Rio descarta renovar com a Naturgy e abrirá nova licitação para o gás canalizado

Exposição transforma dor de mulheres em processo de cura

Siga-nos no

Retratos Relatos, subvertendo a dor - Exposição em Paraty/RJ - Foto: Luiza Saad/Sesc

Até o dia 3 de setembro, a cidade de Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, um dos principais destinos turísticos do estado, irá receber no Polo Sociocultural Sesc Paraty a exposição Retratos Relatos – subvertendo a dor, que oferece aos visitantes histórias de violência de gênero e superação.

A ideia da exposição é da artista visual Panmela Castro. Ela mesma com um histórico de violência doméstica. Ao se tornar uma ativista contra a violência de gênero, passou a receber mensagens de outras mulheres. “Mulheres do Brasil todo passaram a me abordar e contar suas histórias de vida. A maioria delas quer fazer algo com essa dor, dor de histórias que muitas vezes não foram contadas para ninguém. Elas veem em mim um porto seguro, uma pessoa para quem elas podem se abrir. Então a gente faz algo com essa dor que é transformá-la em arte”, disse a artista nascida no Rio de Janeiro.

Os casos expostos em Paraty não são registros isolados no Brasil. Pelo contrário, representam parte de uma realidade. Um estudo da Rede de Observatórios da Segurança revelou que, em 2022, uma mulher foi vítima de violência a cada quatro horas no país.

A exposição no prédio colonial oferece também histórias de ativismo, como a defesa de comunidades quilombolas, luta por direitos de pessoas trans e trabalhadoras sexuais, ações antirracistas e relatos de superação, alguns por meio de canais de socorro como a Lei Maria da Penha e o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Além das pinturas e dos depoimentos, a exposição conta com a Sala dos Espelhos, onde o visitante pode se expressar livremente por meio da escrita na superfície espelhada.

“Impactantes e provocativos, os trabalhos artísticos de Panmela Castro têm o poder de sensibilizar diversos públicos e ampliar o debate sobre temas primordiais na atualidade. A partir do papel da arte e da cultura, ações como essa podem contribuir para o desenvolvimento social”, diz a diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Janaina Cunha.

A curadora da exposição, Maybel Sulamita, explica que a mostra não combate apenas uma, mas várias violências. “Cada uma dessas mulheres simboliza temas cruciais relacionados ao enfrentamento à violência, como a construção do gênero, o machismo estrutural, a violência física, a psicológica, a moral, a patrimonial e a sexual”, disse.

Ser pintada pela artista foi para Marta Leiro uma espécie de alívio. “É passar um bálsamo nessa dor. Não é que a gente já supera a dor da violência doméstica, principalmente quando essa violência se aproxima muito do feminicídio. Mas podemos administrar essa dor com esses processos de autocuidado. O momento de ser modelo, de ser pintada, foi como se o pincel passasse um bálsamo na minha vida, nessa história, que toma um outro rumo agora. Um rumo de agradecer ao Universo, valorizar a vida e continuar na luta pelo fim da violência contra as mulheres”, explica.

É justamente essa superação um dos incentivos que motivam a artista visual. “Posso contribuir no enfrentamento da violência usando minha arte como um processo de cura. Esse é o processo curativo. Fora o fato de que exibir essa arte em público faz com que essas protagonistas usem suas histórias para inspirar e informar outras mulheres sobre a situação de abuso”, diz Panmela.

A exposição Retratos Relatos – subvertendo a dor já percorreu o Museu da República e o Parque das Ruínas, ambos no Rio de Janeiro, e a Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia.

As obras serão incorporadas à Coleção de Arte Sesc Brasil e circularão por diversos estados. “Assim, fortalecemos nossa missão de fomentar a produção artística contemporânea, além de estimular a reflexão e valorizar a cultura brasileira e sua diversidade”, afirma Janaina Cunha, do Sesc.

Serviço:

Exposição Retratos Relatos – subvertendo a dor

Data: Até 3 de setembro

Local: Sesc Santa Rita – Rua Dona Geralda, 320. Centro Histórico, Paraty, RJ.

Horário: Terça a sexta, das 10h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.

Entrada Franca