O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que as investigações relacionadas ao caso do Banco Master serão conduzidas até as últimas consequências. Nos bastidores da Corte, o ministro teria ressaltado que a apuração seguirá “doa a quem doer” e que nenhum fato será ignorado.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Fachin pretende que todas as suspeitas levantadas no caso sejam analisadas com rigor, com o objetivo de preservar a credibilidade do Judiciário e garantir transparência no processo.
Na noite de segunda-feira (09), o presidente do STF se reuniu com o ministro André Mendonça, relator do caso no tribunal, para discutir menções a integrantes da Corte encontradas em dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os nomes citados nas investigações estão os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. No caso de Moraes, a apuração menciona uma suposta troca de mensagens com Vorcaro em novembro de 2025, período em que o banqueiro foi preso pela primeira vez. Investigadores também analisam um contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci, esposa do ministro, no valor de R$ 129 milhões.
Já em relação a Toffoli, a investigação cita a participação de familiares do ministro em uma empresa que era sócia de um resort posteriormente vendido a fundos ligados ao pastor Fabiano Zettel, apontado como aliado financeiro de Vorcaro. O ministro deixou a relatoria do caso no STF em fevereiro.
Durante um encontro com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Fachin também voltou a defender a criação de um código de conduta para magistrados de tribunais superiores. Segundo ele, a proposta busca estabelecer regras de ética e transparência para fortalecer a confiança da sociedade no Judiciário e evitar questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.






