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Fachin e Alcolumbre articulam projeto para frear “penduricalhos” no Judiciário

Presidentes do STF e do Senado discutem proposta para regulamentar verbas indenizatórias de magistrados e membros do Ministério Público

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, se reuniram na manhã desta segunda-feira (25/05) para discutir a elaboração de um anteprojeto de lei destinado à regulamentação dos chamados “penduricalhos” do Judiciário. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado e teve como foco a criação de regras mais rígidas e transparentes para verbas indenizatórias pagas a magistrados e integrantes do Ministério Público.

Segundo nota divulgada por Alcolumbre, os chefes dos Poderes concordam que o tema precisa de uma solução legislativa ampla, diante do impacto dessas remunerações extras sobre o sistema salarial do funcionalismo público. A intenção é construir uma proposta conjunta com participação também do Palácio do Planalto.

A movimentação ocorre após decisão recente do Supremo Tribunal Federal que estabeleceu limites para o pagamento de benefícios indenizatórios a juízes e membros do Ministério Público. No julgamento realizado no fim de março, a Corte definiu regras transitórias até que o Congresso aprove uma legislação específica sobre o tema.

Na ocasião, Fachin já havia sinalizado a intenção de abrir diálogo com o Legislativo e o Executivo para discutir mudanças estruturais no modelo de remuneração do Judiciário. Nos bastidores do STF, a avaliação é de que os atuais mecanismos criam distorções salariais e permitem pagamentos acima do teto constitucional do funcionalismo.

Apesar da decisão do Supremo, o assunto ainda deverá voltar à pauta da Corte. Magistrados e integrantes do Ministério Público apresentaram recursos pedindo flexibilização das novas regras e mais prazo para adaptação às limitações impostas pelo tribunal.

Os questionamentos se concentram principalmente nas restrições às verbas indenizatórias que, em diversos casos, elevam os vencimentos acima do teto constitucional.

Durante a análise do tema no STF, também foi criada uma comissão com representantes dos três Poderes para discutir alternativas de padronização dos pagamentos e redução das distorções salariais no Judiciário.

Embora líderes políticos avaliem que o debate enfrenta dificuldades de avanço em ano eleitoral, a reunião entre Fachin e Alcolumbre é vista como uma tentativa de retomar as negociações e construir consenso para uma proposta legislativa nos próximos meses.