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Famosos comentam megaoperação na Zona Norte do Rio

Oruam criticou violência policial nas comunidades; Ludmilla, Duda Beat e Jojo Todynho também se manifestaram

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reprodução

O rapper Oruam, filho de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho (CV) e preso há quase três décadas, usou as redes sociais para criticar a megaoperação contra a facção criminosa nos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte, que já registra 64 mortes e 81 presos, nesta terça-feira (28).

“O crime é o reflexo da sociedade. O dia que eu ver a favela chorar e não vir aqui falar desse sistema sujo, não vou estar sendo eu. Minha alma sangra, se tirar o fuzil existe o ser humano. Nunca vou achar normal a polícia entrar em uma favela e matar 70 pessoas quando o que sempre faltou foi oportunidades. Favela tem família, favela não é parque de diversão da burguesia, favela é campo de concentração?”, questionou no X, antigo Twitter.

Ludmilla pediu que os fãs tenham cuidado ao circular pela cidade e que, se possível, não saiam de suas residências. “Galera do Rio de Janeiro! Se protejam, fiquem em lugar seguro. Não é momento de sair de casa. Se você por algum motivo teve ou tem que sair por causa do trabalho, tenha cautela e se mantenha informado através dos canais oficiais. Se cuidem”, disse a cantora.

Duda Beat também orientou sobre as precauções necessárias para os seguidores do Rio de Janeiro. “Por favor, fiquem em casa. Como sabem, está acontecendo uma megaoperação na cidade e diversas vias estão sendo fechadas. Procurem se abrigar em local seguro e acompanhar as comunicações oficiais por via dos canais da prefeitura e Centro de Operações do Rio”, informou a artista.

Jojo Todynho fez um desabafo sobre a violência no estado e detonou o Partido dos Trabalhadores (PT) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nossos policiais merecem respeito. Estamos à mercê da violência; tenho o maior prazer em proclamar, em alto e bom som, que eu nunca fui petista. É uma vergonha a sociedade brasileira normalizar o caos em que vivemos diariamente”, disparou.

A cantora, que assumiu um posicionamento político à direita, disse que falta consciência de classe na população. “Quando vejo a ‘esquerdogata’ que me ofendeu também, ofendendo policiais, fica claro para mim que as piores pessoas são aquelas que apontam e julgam. Quem tem coragem de ser e se mostrar, se esconde atrás de bandeiras para praticar crimes e preconceitos”, afirmou.