A Secretaria Municipal de Fazenda do Rio de Janeiro instaurou uma sindicância interna para investigar uma tentativa de fraude no sistema de cadastro do IPTU. O alerta foi ligado após a descoberta de um dispositivo eletrônico — possivelmente um keylogger — instalado em um computador do plantão fiscal. O equipamento teria como objetivo capturar logins e senhas de servidores públicos para permitir o acesso indevido a dados restritos.
O esquema e as suspeitas
Informações preliminares indicam que o dispositivo pode ter exposto as credenciais de pelo menos sete servidores. A suspeita é de que o acesso criminoso tenha permitido a alteração de mais de 200 matrículas imobiliárias, resultando na manipulação de valores cobrados pelo imposto.
O caso veio à tona de forma inusitada: um contribuinte, ao notar que o valor do seu IPTU estava significativamente menor que no ano anterior, procurou a prefeitura para esclarecer a divergência. A partir dessa queixa, a administração iniciou uma varificação interna que culminou na identificação do hardware invasor.
Até o momento, a investigação aponta para a participação de um servidor público e de um despachante no suposto esquema.
O que diz a Prefeitura
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Fazenda tratou o episódio como um “caso pontual e isolado”, descartando qualquer indício de uma prática sistêmica de corrupção ou falha generalizada na segurança.
“A situação foi prontamente detectada e solucionada, sem qualquer evidência de acesso indevido ao sistema do IPTU ou de vazamento de dados de contribuintes”, afirmou a pasta. O órgão também declarou que, até o momento, não foram identificados elementos que confirmem a redução irregular de valores nos boletos, mas reiterou que a sindicância corre sob sigilo para apurar responsabilidades.
A Fazenda reforçou seu compromisso com a integridade das informações fiscais e garantiu que os protocolos de segurança foram reforçados após o incidente.






