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Fluminense cumpre meta inicial na Libertadores, mas terá que jogar mais bola no mata-mata

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Foto: Marcelo Gonçalves

A classificação do Fluminense na Libertadores, que poderia ter saído três jogos atrás, foi com emoção. Na última rodada da fase de grupos, o Tricolor empatou em 1 a 1 no Maracanã com o Sporting Cristal, do Peru, e terminou como líder da chave. Mesmo no “grupo da morte”, o time atingiu o objetivo inicial, que era chegar às oitavas de final (como previu no orçamento de 2023). Mas para continuar sonhando com o título inédito, vai precisar jogar mais bola no mata-mata, como demonstraram as vaias da torcida no apito final do árbitro.

Diante dos peruanos e com mais de 50 mil torcedores no Maracanã, os jogadores tricolores ficaram devendo. O Fluminense foi um time visivelmente nervoso perante a tensão do jogo. Chegou a errar oito passes nos primeiros 11 minutos. “Ah, mas o Flu jogava pelo empate”, podem argumentar alguns mais céticos. Mas um golzinho sofrido no fim teria eliminado a equipe da Libertadores, já que o River Plate fez a sua parte na Argentina ao bater o The Strongest, da Bolívia, por 2 a 0.

O Sporting Cristal, que já tinha feito bons jogos fora contra River e The Strongest, foi ao Maracanã como franco atirador e fez marcação alta para tentar impedir as “saidinhas de bola” do Fluminense. E algumas vezes conseguiu, forçando o Tricolor a fazer ligações diretas. Fernando Diniz, por sua vez, soube armar um time que cedeu poucos espaços, mas ofensivamente criava pouco. O técnico chegou a chamar duas vezes os jogadores à beira do campo para conversar durante paralisações da partida. A tensão em não sofrer gols fez o jogo ser fraco tecnicamente.

Se a gente pegar a partida e espremer bem, dá para ver que o Fluminense foi superior, mas não como todos imaginavam. O Tricolor teve 60% de posse de bola, 13 finalizações contra oito do Sporting Cristal e quatro chances de gol: o chute certeiro de Cano aos 21 minutos; a bola que Arias mandou na trave aos 41; a cabeçada de Cano aos 22 do segundo tempo e o peixinho de Arias um minuto depois. Já os peruanos só tiveram duas oportunidades reais: o gol de Brenner aos 36 e uma cabeçada torta de Hohberg, livre na área aos dois minutos da etapa final.

Mas mesmo sem o Fluminense sofrer grandes sustos (tirando o fato da bola parada ter virado o seu calcanhar de Auiles), a posse do Sporting Cristal rondando a área tricolor na reta final deixou a todos apreensivos. Tensão essa que poderia ter sido amenizada com um segundo gol, mas o alívio só veio com o apito do árbitro. Afinal, era o “jogo do ano”, que evitaria uma crise técnica e financeira no clube. A classificação, apesar de sofrida, garante dias de paz para Diniz buscar uma forma de melhorar o desempenho (e a chegada de reforços deve ajudar nisso).

As oitavas de final serão só em agosto, e o Fluminense aguarda o sorteio da Conmebol, que será no dia 5 de julho, para conhecer o seu adversário no mata-mata (Felipe Melo era o único pendurado e como não tomou cartão estará à disposição). Enquanto isso, o Tricolor foca suas atenções para o Campeonato Brasileiro e volta a campo no próximo sábado, quando visita o São Paulo às 16h (de Brasília) no Morumbi. Os jogadores se reapresentam na tarde desta quarta-feira no CT Carlos Castilho para iniciar a preparação para a partida.